Cuidado com o salto alto

A apresentadora Xuxa Meneghel precisou se afastar da televisão para cuidar de um problema causado pelo uso excessivo de salto alto. Trata-se da sesamoidite, inflamação dos ossos localizados na sola dos pés, próximos aos dedões.
Abusar do salto alto pode provocar esse e outros problemas nos joelhos, coluna e nos pés. O salto alto muda o centro da gravidade do corpo. Quando se usa salto alto, o peso que normalmente se concentra na parte de trás do pé é transferido para frente. Quanto maior o salto, maior o dano. Para compensar o desequilíbrio, joelhos e coluna ficam sobrecarregados, o que pode levar a uma série de problemas.
Os joelhos femininos têm uma tendência natural a se voltar para dentro, o que é conhecido como joelho valgo. Isso afeta a patela, pequeno osso que se articula com o fêmur, cuja função é proteger a articulação do joelho. O uso constante de saltos favorece o desgaste da patela, podendo levar a condromalacia patelar, doença crônica e degenerativa, que afeta toda a cartilagem dessa área do joelho.

Os sapatos de saltos altos e finos são os piores, pois exercem pressão na ponta do pé, causam falta de mobilidade na parte de trás da perna, obrigando a mulher a andar com os joelhos flexionados e se equilibrando, o que exige mais esforço tanto da patela, como do fêmur. Além disso, quando o calcanhar fica mais alto, o tendão de Aquiles se encurta. Isso pode causar tendinite, causando dor e desconforto quando a pessoa fica descalça.

Embora os saltos altos sejam maléficos para as estruturas articulares e ósseas, engana-se quem pensa que as sapatilhas e rasteirinhas são inofensivas. A falta total do salto também pode ser prejudicial. Os sapatos sem salto nenhum não conseguem absorver o impacto da caminhada e isso também sobrecarrega os tornozelos e os joelhos.

Um dos primeiros sinais de que há algo errado com o tipo de calçado é o surgimento de calos, dores nas costas, nos joelhos e no quadril.

Dica
No seu dia a dia escolha calçados confortáveis, com saltos baixos, de 3 a 4 cm, plataforma ou anabela. Deixe o saltão para festas e ocasiões especiais.

Outra dica importante é usar um sapato adequado para o tipo de lugar que frequenta. Nas ruas é bem difícil andar de salto, com buracos e calçadas irregulares, o que aumenta o risco de acidentes. A beleza não deve vir antes da sua saúde. Previna-se!

Para que serve uma prótese de joelho?

A osteoartrite é uma doença muito comum em pessoas com mais de 50 anos de idade, mas pode atingir qualquer pessoa que tenha problemas nas articulações dos joelhos. Como a osteoartrite é uma doença degenerativa, ela piora com o tempo. Em alguns casos, nenhum outro tratamento apresenta resultados satisfatórios e o médico pode indicar a artroplastia, que é a retirada da articulação e a sua substituição por uma prótese.
Dor crônica, limitação das atividades cotidianas, dor em repouso, inchaço e inflamação que não melhoram, nem com medicação, joelhos rígidos e deformados são alguns sinais de que a cirurgia pode se tornar necessária.
Apesar dos critérios acima, nem todos os pacientes podem ser operados, tudo vai depender da condição de saúde e dos riscos da cirurgia. Além disso, vale lembrar que embora haja uma melhora de cerca de 90% dos sintomas, principalmente da dor, a artroplastia não resolve o problema para sempre.
Além da cirurgia, o paciente deve se submeter à fisioterapia para reabilitação, além de praticar atividades, preferencialmente com orientação profissional, para manter os joelhos em bom funcionamento. Quem tem uma prótese nos joelhos não pode fazer qualquer esporte, de qualquer jeito, por exemplo, correr ou saltar são atividades que devem ser evitadas.
Toda cirurgia envolve riscos, mas atualmente as técnicas são mais avançadas e o procedimento é feito em cerca de 2 horas. Se correr tudo bem, é possível andar já no segundo ou no terceiro dia após a cirurgia.
Depois da alta, que vai variar de paciente para paciente, é preciso fazer curativos diários e ficar algum tempo com a perna levantada para evitar o acúmulo de líquidos (inchaço). Lembre-se que a pior posição é a sentada. Também será indicada fisioterapia em casa no período de recuperação e depois em uma clínica especializada.

Coisas que podem acontecer e são normais:

  • Menor sensibilidade em torno do joelho
  • Melhora progressiva da mobilidade: você não vai andar normalmente logo depois da cirurgia
  • Ser parado em detectores de metal
  • Desgaste da prótese depois de um tempo de uso

Lembre-se que prevenir é sempre melhor! Cuide bem dos seus joelhos para que eles tenham uma vida tão longa quanto a sua!

Ai meu joelho!

Você é daqueles que evita a qualquer custo ir ao médico e trata suas dores de forma caseira? Cuidado! Quando se trata de dores nos joelhos, é preciso procurar o médico assim que possível.
São os joelhos que sustentam todo o peso do corpo e tornam possível nosso movimento de caminhar, correr, subir escadas, etc. São estruturas complexas e muito suscetíveis a lesões e traumas, seja em movimentos mais bruscos como um tropeço, ou até em uma simples caminhada.
Veja abaixo os principais sinais de que já algo errado com o seu joelho e procure um médico:

  • Inchaço
  • Dor
  • Vermelhidão
  • Joelho que estrala ou trava quando você dobra a perna
  • Sensibilidade ao toque
  • Dor mesmo quando em repouso
  • Dor ao subir ou descer escadas

  • Uma das principais causas de dor nos joelhos é a condromalacia patelar, que costuma atingir 8 vezes mais mulheres do que homens, devido à anatomia feminina, ou seja, quadris mais largos e joelhos valgos (voltados para dentro). Estima-se que a condromalacia corresponde a 20% das queixas de dor nos joelhos nos consultórios médicos.
    A doença causa inflamação e amolecimento da cartilagem dos joelhos. Dor, joelhos que rangem e estalam estão entre os principais sintomas da condromalacia. Pessoas que exageram no exercício físico também podem desenvolver a condromalacia, principalmente se não fizerem exercícios de fortalecimento da musculatura em torno dos joelhos. Outros problemas comuns que atingem os joelhos são: osteoartrite e tendinite patelar.

    Portanto, lembre-se da importância dos joelhos para a sua qualidade de vida, afinal poder se movimentar é fundamental. Ao sentir uma dor que incomoda, procure seu ortopedista para fazer uma avaliação dos seus joelhos.

    Mitos e Verdades sobre os Joelhos

    Estar acima do peso ou obeso pode causar problemas nos joelhos?
    Verdade! Não é necessário estar muito acima do peso para que os joelhos precisem trabalhar mais que o normal. Se a pessoa além de obesa for sedentária, o risco é dobrado. Por isso, cuide do seu peso e pratique exercícios regularmente.

    Usar salto alto pode prejudicar os joelhos?
    Verdade! Sim, mulheres que abusam do salto alto tendem a ter mais risco de desenvolver dores ou problemas mais sérios nos joelhos e na coluna também. Saltos maiores que 3 centímetros empurram a gravidade do corpo para frente. Essa inclinação obriga o peso do corpo a ficar concentrado nos joelhos, sobrecarregando a já difícil função da articulação. O ideal é usar saltos de 3 a 4 cm e deixar os mais altos para ocasiões especiais.

     

    Todo esporte é benéfico para a saúde dos joelhos!


    Mito! Ser sedentário é prejudicial à saúde e fator de risco para o desenvolvimento de várias doenças. Entretanto, praticar esportes sem o devido cuidado pode sim prejudicar os joelhos. Movimentação excessiva, baixo condicionamento muscular, ausência de alongamento, má postura, sobrecarga, dentre outros, podem ser responsáveis por problemas nesta articulação, acometendo tanto atletas – profissionais ou amadores –, quanto pessoas comuns. São dois os tipos principais de lesões: por trauma ou por excesso de carga. Busque orientação profissional, opte por atividades adequadas para o seu peso, altura e condicionamento físico e lembre-se de aquecer e alongar a musculatura, além de ir com calma quando começar uma atividade.

    Dor no joelho é coisa de gente idosa!
    Mito! Dor nos joelhos é uma condição muito comum. Crianças e adolescentes podem sentir dor relacionada ao próprio processo de crescimento. Já em jovens adultos, a dor mais frequente é causada por traumas ou lesões ocasionados pela prática de esportes, como corridas e futebol, além de quedas e acidentes. Nas mulheres, o uso do salto alto e a propensão ao joelho valgo (em forma de X), aumentam muito os riscos de problemas nos joelhos, pois geram uma sobrecarga na perna, provocando o desgaste da cartilagem, traumas e torções. Em pessoas com mais de 50 anos, uma das principais causas de dores nos joelhos é a osteoartrite.

    Ficar muito tempo em congestionamentos pode prejudicar os joelhos!
    Verdade! O excesso de automóveis nas capitais brasileiras levam os motoristas a permanecerem longos períodos em congestionamentos, realizando movimentos repetitivos para engatar as marchas, quando o carro não é automático. No Brasil, a frota de automóveis com câmbio automático ainda é muito pequena. Motoristas que ficam sentados por muito tempo e realizam movimentos repetitivos pode ter fadiga muscular e desgaste nas articulações. Frear, acelerar e pressionar a embreagem repetidamente pode desgastar as articulações dos tornozelos e dos joelhos. E ficar por mais de uma hora sentado, pode sobrecarregar a região lombar, causando a lombalgia.


    Como tratar uma fratura no joelho

    O joelho é uma articulação muito complexa, não só por conter músculos, tendões, ossos, cartilagem, mas também por ligar a parte de cima com a parte de baixo do corpo. Na parte de cima ele se conecta ao fêmur. Na parte de baixo à tíbia. Quando há uma fratura no joelho, no fêmur ou na tíbia é preciso tratamento imediato, pois constitui um risco para o bom funcionamento da articulação.

    A gravidade da fratura depende de vários fatores como idade, sexo, tipo de joelho, qualidade da musculatura ao redor, entre outros. Em pessoas jovens as fraturas geralmente acontecem quando há uma queda, um acidente ou trauma mais intenso. Já nos idosos é comum a fratura pelo enfraquecimento normal, gerado pelo processo de envelhecimento ou como consequência da osteoporose.

    O diagnóstico de uma fratura no joelho nem sempre é fácil. É comum a confirmação da lesão algumas semanas depois da queixa, sempre acompanhada de dor intensa e não aliviada com medicamentos. Outros sintomas comuns quando há uma fratura são o inchaço e a dificuldade de colocar o pé no chão. Por isso, é preciso realizar exames mais complexos que a radiografia, como a tomografia ou a ressonância magnética para fechar o diagnóstico.

    Quanto ao tratamento, o médico irá avaliar algumas questões como:

    • se é uma lesão isolada ou politraumática
    • características do paciente (idade, estado de saúde geral, etc.)
    • extensão do dano aos tecidos moles (cartilagem, tendão, ligamentos, etc.)
    • recursos médicos para o tratamento

    As fraturas mais simples podem ser tratadas apenas como reabilitação e fisioterapia, além de medicamentos para aliviar a dor. Quando há derrame articular, ou seja, quando há acúmulo de líquido é preciso drenar, o que alivia a dor e ajuda no processo de cicatrização. A imobilização também é uma medida bastante adotada. Esse tipo de tratamento é chamado de “conservador”.

    Em casos de fraturas mais graves é preciso realizar cirurgias, que podem ser de pequeno, médio e grande porte. Fraturas expostas ou com comprometimento do sistema vascular requerem cirurgia, inclusive de emergência.

    Em outros casos, a cirurgia pode ser marcada. Com os avanços da medicina é possível planejar a correção da fratura em computadores, por meio de programas específicos para esse fim. A simulação pré-operatória dá mais segurança para o cirurgião, que vai prever todo equipamento que será necessário, além de antecipar possíveis intercorrências no momento da cirurgia.
    Uma das técnicas mais utilizadas hoje em dia para realizar cirurgias nos joelhos é artroscopia. O médico insere por meio de cortes de menos de 1 cm uma minicâmera e instrumentos que têm grande alcance. Esse método diminui a dor após a cirurgia, o tempo de recuperação e o risco de uma infecção.
    Como você viu, o tratamento de uma fratura no joelho não é um processo simples. Por isso, cuide muito bem dos seus joelhos. Para isso é preciso manter o peso ideal, praticar atividades físicas adequadamente, fazer exercícios de musculação para fortalecer a musculatura das pernas e procurar um médico caso sinta dores após uma queda ou acidente.


    Mantenha a postura

     

     


    Conheça melhor a tendinite patelar

    O campeão olímpico de natação, Cesar Cielo, foi impedido de participar de várias competições  devido a um problema bastante comum entre os atletas: a tendinite patelar. A doença é gerada, na maioria dos casos, pelo treinamento em excesso, levando o tendão da patela do joelho ao seu limite de elasticidade e de resistência.
    O desgaste crônico do tendão gera um processo inflamatório, perda da massa muscular das pernas e a um quadro doloroso. Em geral, a dor se localiza acima da patela, no próprio tendão ou abaixo do joelho. No começo ela é mais leve e até melhora com a prática de atividade.
    Quando não tratada, a tendinite patelar piora, levando a dores mais fortes em movimentos simples do dia a dia como subir escadas, cruzar ou estender as pernas, na prática de atividade esportiva, entre outras situações, até que ocorra a ruptura do tendão, que acaba incapacitando a pessoa de se movimentar.
    O médico ortopedista especialista em joelhos é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar a tendinite patelar. Exames de imagem como a ressonância magnética são úteis para escolher o melhor tratamento. Em alguns casos, medicamentos e fisioterapia são suficientes para melhorar o quadro.
    Já em outros, como foi o caso de Cesar Cielo, a cirurgia é necessária. Após a cirurgia, é preciso passar por um processo de reabilitação para aumentar a flexibilidade, a amplitude de movimentos e reconstruir os músculos.

     

    Prevenção
    O alongamento é essencial, pois melhora a elasticidade dos músculos e do tendão. O trabalho de musculação também pode ajudar a fortalecer as pernas. Algumas técnicas de fisioterapia, como a RPG, por exemplo, são boas para corrigir a postura, melhorar a coordenação, entre outros. 
    Naturalmente, atletas precisam de treinos constantes, mas é fundamental não ultrapassar os limites. Para os amadores, a dica é usar calçados adequados para cada tipo de esporte e contar sempre com a orientação de um profissional de educação física.


    Tendinite também afeta os joelhos

    Depois de correr, jogar vôlei, pedalar ou até de caminhar, algumas pessoas podem sentir dores nos joelhos. Atenção! Isso pode ser sinal da tendinite, inflamação que afeta os tendões do corpo humano.  Uma das principais causas da tendinite são as lesões por movimentos repetitivos.

    Os tendões são estruturas que lembram cordões feitos de colágeno. Eles ligam os músculos aos ossos, transmitindo força na contração muscular, o que permite o movimento. A tendinite pode surgir nas seguintes situações:

    - realização de movimentos repetitivos de forma prolongada
    - esforço excessivo na articulação
    - postura inadequada
    - trauma/lesão por acidentes ou quedas

    Todas essas causas levam ao desencadeamento de respostas inflamatórias nos tendões. O processo inflamatório nada mais é que a resposta do organismo para tentar reparar a lesão no tendão afetado. Em casos mais leves e, quando o tendão não fica exposto aos fatores de risco como esforço repetitivo, uso inadequado das articulações, entre outras, é possível a remissão dos sintomas em alguns dias.

    Em geral, as pessoas demoram a procurar ajuda médica. Além disso, continuam a provocar a inflamação, pois não sabem identificar o que está causando a lesão. Com isso, a o processo inflamatório piora, agravando a dor, que se torna intensa. Quando não tratada, a tendinite pode levar ao espessamento e a irregularidades nos tendões, que ficam mais frágeis.

    Sinais e Sintomas
    Em geral, quando a tendinite se instala, o primeiro sinal é a dor no local atingido, além da dificuldade de realizar movimentos, antes comuns como cruzar a perna, dirigir, levantar-se ou sentar-se, etc. Em alguns casos, os pacientes podem sentir inchaço e vermelhidão na zona afetada. Na maioria das vezes, a tendinite é passageira. Entretanto, se não tratada adequadamente pode se tornar crônica e levar à incapacidade física.

    Diagnóstico e Tratamento
    O diagnóstico da tendinite é feito, primeiramente, pela avaliação clínica. O médico pode pedir alguns exames de imagem, para avaliar possíveis alterações, gravidade da lesão e calcificações no tendão. Normalmente é indicado que o paciente pare com a atividade causadora da tendinite. O médico poderá prescrever anti-inflamatórios para aliviar a dor, assim como sessões de fisioterapia, para fortalecer e alongar a musculatura da região atingida.

    Prevenção
    Em qualquer atividade, seja no trabalho, no esporte ou nos momentos de lazer, é importante prestar atenção à postura. Adotar uma boa postura corporal ajuda a melhorar não só a aparência física, como também a saúde em geral.

    Além disso, os joelhos merecem toda a sua atenção. Faça exercícios de fortalecimento para os músculos que circundam os joelhos, assim como alongamentos para dar maior flexibilidade. E claro, cuidado com os movimentos repetitivos.


    Cuide do seu peso para ter joelhos mais saudáveis

    Mais de 15% da população brasileira está obesa e cerca da metade está acima do peso, segundo dados do Ministério da Saúde. A obesidade e o sobrepeso são prejudiciais para a saúde como um todo, inclusive para a dos joelhos.

    Isso porque cada quilo extra representa 8 quilos de sobrecarga para o joelho. Imagine uma pessoa com 10, 20 ou até 30 quilos acima do peso ideal? Certamente deve sofrer de dores nos joelhos, que trabalham de forma forçada para suportar as atividades do dia a dia.

    A obesidade é uma das causas mais comuns de redução da vida útil dos joelhos, além de poder causar precocemente desgaste da cartilagem, osteoartrite, condromalacia patelar, lesões nos ligamentos e meniscos, entre outros problemas. 

    E atenção: crianças, jovens e adultos correm o mesmo risco de problemas nos joelhos quando estão acima do peso. Engana-se quem acha que dores nas articulações são problemas da terceira idade. Como todo o resto do corpo humano, o sistema musculoesquelético precisa de cuidados e atenção durante toda a vida para funcionar bem.

    Sem dúvidas, a atividade física é fundamental para manter a longevidade dos joelhos, mas sempre de forma orientada, sem forçar a articulação. Programas de fisioterapia são ótimos para trabalhar a flexibilidade e reforçar os músculos da região entorno dos joelhos e coxas. Em conjunto com um exercício físico regular, a alimentação deve ser balanceada para manter o peso ideal. É importante ainda usar sapatos confortáveis, sem salto de preferência.

    Para aqueles que sofreram lesões ou apresentam quadros mais graves de desgaste nos joelhos, a reabilitação é fundamental. O objetivo é tratar ou amenizar as consequências das lesões, acelerando o processo de recuperação ou ainda para melhorar a qualidade de vida do paciente.

    Na reabilitação, são aplicados exercícios de alongamento, fortalecimento e/ou relaxamento. O profissional fisioterapeuta pode utilizar diversos recursos como pesos, faixas elásticas, bastão, bolas, cama elástica, bicicleta ergométrica, entre outros, para devolver ao paciente a mobilidade, a flexibilidade e o equilíbrio.

    Mas, se você quer evitar passar por tudo isso, que tal começar agora mesmo? Procure se pesar e calcular seu IMC (índice de massa corporal). Para isso basta dividir o seu peso atual pela sua altura ao quadrado, ou seja:
    IMC = peso dividido por altura X altura
    Exemplo: 75 quilos dividido por 1,50m x 1,50m = 75/2,25 = 33,3

    Depois de calcular, confira na tabela abaixo se você está acima do peso ou no peso ideal e comece a tratar seus joelhos com mais carinho!

    Valores de IMC e estado nutricional


    Baixo peso

    Peso desejável

    Sobrepeso

    Obesidade

    Obesidade mórbida

    <20

    20-25

    25-30

    >30

    >40

    Classificação recomendada pela Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde


    Água no joelho, o que é isso Doutor?

    O joelho é uma das principais articulações do corpo humano, responsável por nos manter em pé e em movimento. A articulação lembra o funcionamento de uma mola, que precisa de óleo para não travar ou danificar a estrutura da peça. O óleo das articulações do corpo humano chama-se líquido sinovial, que é produzido pelas células da membrana sinovial e pela circulação sanguínea, revestindo as articulações, inclusive os joelhos.

    Em seu estado normal, o líquido sinovial é de cor amarelada. É composto de água, eletrólitos, ácido hialurônico, proteínas, glicose, entre outras substâncias. Além de lubrificar a articulação, permitindo que os ossos e demais estruturas como cartilagem, tendões e músculos não entrem em atrito, o líquido sinovial também tem a função de nutrir a cartilagem, evitando seu desgaste.

    Quando ocorrem traumas, lesões e outras doenças nos joelhos, esse líquido pode apresentar alterações de cor, consistência e volume. Quando há um aumento excessivo da quantidade do líquido sinovial ocorre a popularmente conhecida “água no joelho”. Entretanto, não é apenas o volume que se altera, mas a sua composição também.

    A água no joelho, ou seja, o aumento do líquido sinovial, pode indicar problemas no menisco, desgaste das articulações e traumas diversos. A quantidade normal é de 2 ml. Quando há o aumento do líquido, pode chegar a até 100 ml, causando extremo desconforto e dor nos joelhos. O nome médico dado ao problema é derrame articular.

    É importante dizer que o derrame articular não é uma doença, mas sim um sintoma de que há algo errado com a articulação. Os médicos ortopedistas estão acostumados com esses casos, que não são raros. Quando há muito líquido acumulado, é feita uma punção com uma agulha para retirada do material, o que alivia a dor e o desconforto do paciente.

    Embora a maioria dos casos de derrame articular esteja ligada a problemas nos joelhos, algumas doenças como infecções intestinais, parasitoses e viroses podem causar a água no joelho. Por isso, em algumas situações, os médicos analisam o líquido sinovial em laboratório para descobrir a causa primária do sintoma.

    Em geral, o diagnóstico é feito por um médico ortopedista e o tratamento vai depender de cada caso. Normalmente, o repouso é necessário, assim como sessões de fisioterapia e punção (retirada do líquido com uma agulha).

    Os atletas profissionais e os amadores representam o principal grupo de risco para o derrame articular, porém a condição pode afetar qualquer pessoa. Para prevenir é importante alongar os músculos da perna antes e depois de atividades físicas, assim como realizar exercícios de musculação para fortalecer o grupo muscular envolvido no funcionamento dos joelhos.


    Entenda melhor a artroscopia

    Os joelhos são responsáveis por suportar todo o peso do corpo e o impacto das atividades cotidianas do homem. Quando caminhamos, cada passo gera um impacto equivalente a 2 vezes o peso do corpo sobre o joelho. Sua função é conectar a parte superior e a inferior das pernas, ajudando na locomoção e na estabilização do corpo.
    No joelho várias estruturas trabalham juntas como ossos, músculos, cartilagem, ligamentos e tendões, para suportar o peso e as atividades do corpo. Apesar da importância desta articulação para o organismo humano, poucas pessoas dão a atenção necessária para mantê-los saudáveis e prevenir diversas doenças.
    As lesões e traumas nos joelhos são muito comuns, principalmente em pessoas que praticam atividades físicas, tanto em atletas profissionais como naqueles que se aventuram em exercícios apenas aos finais de semana. As lesões também atingem pessoas com desgaste nas articulações ou aquelas que sofrem acidentes quedas ou torções. O menisco e os ligamentos cruzados são as áreas mais atingidas pelos traumas quando o assunto é joelho. 

    A técnica da artroscopia é uma ferramenta muito útil na medicina ortopédica, que serve tanto para fechar o diagnóstico como para tratar uma lesão. A artroscopia é feita com o artroscópio, instrumento menor que um lápis, que possui fibras óticas que transmitem a imagem do joelho por meio de uma microcâmera para um monitor de televisão. Com isso, o médico pode detectar as lesões e tratá-las. Além disso, a artroscopia pode ajudar o especialista a tomar algumas decisões, quando outras cirurgias são necessárias.

    O método é considerado uma cirurgia minimamente invasiva, feita na maioria das vezes em ambulatórios ou clínicas especializadas, com ambientes próprios para cirurgias. Entretanto, como se trata de um procedimento cirúrgico, há necessidade de uma avaliação clínica prévia. O médico irá analisar o estado de saúde, pedir alguns exames e uma avaliação pré-anestésica.

    A anestesia pode ser local ou parcial como a raquidiana ou a peridural (ambas anestesiam a parte inferior do corpo, porém o paciente mantém a consciência). Em geral, não há necessidade de internação, alguns recebem alta no mesmo dia e outros no dia seguinte da cirurgia.  

    Uma das vantagens da artroscopia é a recuperação, muito mais rápida quando comparada a uma cirurgia tradicional. Alguns cuidados são fundamentais no pós-cirúrgico como manter a perna elevada, aplicar bolsas de gelo para diminuir o inchaço, limpeza e cuidados com os pontos da cirurgia e repouso.

    Alguns pacientes, quando voltam a andar, precisam de apoios como muletas ou bengalas. Para a reabilitação total é indicado o uso da fisioterapia, principalmente para fortalecer o joelho e evitar a fibrose, processo muito comum depois de uma cirurgia.  Vale lembrar que o resultado final de uma artroscopia depende de muitos fatores como o tipo de lesão, o local da lesão e o processo de reabilitação.

    A retomada das atividades físicas também precisa ser feita de maneira gradual, evitando por um período prolongado as práticas de alto impacto. A recuperação pode acontecer em torno de 6 a 8 semanas.


    A importância do exercício para quem
    sofre de osteoartrite (OA) nos joelhos

    Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, quem sofre de osteoartrite, doença que se caracteriza pela degeneração da cartilagem, acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas, deve e pode realizar exercícios físicos. Um treino para fortalecer a musculatura das pernas e exercícios aeróbicos como caminhadas podem aliviar a dor e melhorar a função articular. 
    Essa informação é muito importante e fruto de diversos estudos sobre a relação entre uma atividade física e a saúde dos joelhos. As pesquisas também mostram que além do exercício físico, pacientes que sofrem de osteoartrite devem adotar hábitos saudáveis de vida como uma alimentação equilibrada, perder peso, dormir bem, etc.  
    Vale ressaltar que os pesquisadores confirmaram que mesmo quando o desgaste da cartilagem do joelho atinge o osso, a prática de um exercício físico se mostrou eficaz para combater as dores e melhorar o movimento.
    Naturalmente, para alguns pacientes o exercício não é recomendado. Entretanto, para a grande maioria, é uma excelente ferramenta terapêutica. Os exercícios devem ser prescritos por um profissional especializado, como um médico ortopedista, um fisioterapeuta ou ainda por um profissional de educação física que tenha especialização nessa área.
    Os estudos mostram ainda que o fortalecimento da musculatura é vital para a reabilitação de pacientes com osteoartrite. A osteoartrite pode gerar a atrofia dos músculos, o que pode causar perda da força nas pernas, o que contribui para a progressão da doença, pois a pressão exercida nos joelhos é bem maior. Um bom treino de musculação também contribui para o alinhamento dos joelhos, outro fator que melhora o quando clínico do paciente com osteoartrite.
    Popularmente conhecida como artrose, a osteoartrite é uma doença que afeta as articulações do corpo humano, entre elas o joelho. É uma enfermidade bastante comum nas pessoas com mais de 50 anos, entretanto pode acometer pessoas de todas as idades, principalmente aquelas que praticam atividades esportivas de impacto ou estão acima do peso.

    Sintomas
    No primeiro estágio da osteoartrite, os sintomas são mais leves. O mais desconfortável é a dor, que aumenta com o passar dos anos, enrijecendo e diminuindo a mobilidade do paciente, que passa então a sofrer de dores crônicas nos joelhos. 

    Diagnóstico e Tratamento
    Alguns exames de imagem como o raio-X e ressonância magnética confirmam o diagnóstico. Em relação ao tratamento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza um tratamento que aja nos três pilares da doença: dor, inflamação e proteção da cartilagem. Em casos mais graves, alguns pacientes necessitam colocar uma prótese para voltar a andar ou ter mais mobilidade.

     

    Pedalar é bom, mas cuidado com os joelhos!

    Andar de bicicleta é um esporte cada vez mais praticado no Brasil. Nas cidades pequenas sempre foi comum usar a magrela para realizar atividades como ir à padaria, ao mercado, pela tranquilidade do trânsito. Nas cidades grandes, há um incentivo para usar a bicicleta, principalmente como forma de lazer, com a criação de ciclofaixas e lugares específicos para pedalar.

    Como esporte, é uma excelente atividade física, que queima cerca de 130 calorias a cada 30 minutos. Melhora a capacidade cardiorrespiratória, além de ser muito agradável. Entretanto, alguns perigos se escondem nas pedaladas. Quando o assunto é a saúde dos joelhos, os praticantes do ciclismo ou aqueles que pedalam aos finais de semana devem ficar atentos.

    Andar de bicicleta pode causar o desenvolvimento de doenças como a condromalacia patelar, tendinites, entre outras lesões. Isso porque durante a prática os joelhos realizam movimentos como esticar e dobrar, o que leva a patela a subir e descer em contato com a região do fêmur em que a patela entra e se articula. Quanto maior o grau de pressão, maior a chance de uma lesão nessa área.

    O risco de um trauma por conta da prática do ciclismo aumenta quando o praticante coloca o banco da bicicleta em uma altura inadequada. Com isso, o grau de flexão dos joelhos pode ficar alto ou baixo demais, o que promove um aumento da força de atrito que passa na articulação da patela com o fêmur, levando ao desgaste da cartilagem nessa região.

    É preciso ainda tomar cuidado o local das pedaladas. Subidas são perigosas para a saúde dos joelhos e exigem uma força muito grande da articulação. Como na maioria dos esportes, as lesões tendem a acontecer nos momentos de esforço extremo.

    Naturalmente, ciclistas profissionais são mais bem preparados, uma vez que na maioria dos casos realizam treinamentos de musculação para fortalecer a região, além de alongamentos para dar mais flexibilidade. Entretanto, as pessoas que usam a bicicleta como forma de lazer, precisam ter mais cuidado.

    Dicas
    - Prefira os terrenos planos para as pedaladas;
    - Use um tênis adequado, nunca chinelos ou sapatos abertos;
    - Adeque o banco da bicicleta à sua altura, de modo que seus joelhos não fiquem muito flexionados, nem muito estendidos;
    - Use os equipamentos de segurança como capacete, joelheiras e cotoveleiras;
    - Antes de sair pedalando, faça uma série de alongamentos nas pernas;
    - Bicicletas com marcha são uma ótima maneira de evitar o esforço extremo na hora de pedalar;
    - Se possível, faça um trabalho de fortalecimento dos músculos da coxa e da panturrilha.

    Qualquer dor depois de pedalar pode indicar uma lesão nos joelhos. Procure um ortopedista para avaliar seu quadro.

     

    Torção do joelho

    A torção é uma das lesões mais comuns do sistema musculoesquelético. Quando falamos de joelhos, esse tipo de trauma também é frequente devido às características da articulação. Conhecido como entorse, o problema acontece quando os ligamentos são alongados e se rompem. Práticas esportivas como futebol, corrida ou situações cotidianas como entrar ou sair de um carro, podem provocar uma torção.

    A torção pode ser leve, moderada ou grave, dependendo da área lesionada e da intensidade do trauma. Podem ocorrer lesões nos ligamentos, no menisco e até fraturas nos ossos que compõem os joelhos. O primeiro sintoma do entorse é o inchaço. Alguns pacientes apresentam também aumento de líquido dentro do joelho (derrame articular) e hematomas.

    Muitas pessoas que sofrem uma torção no joelho não conseguem colocar o pé no chão. A medida imediata para esses casos é aplicar uma bolsa de gelo por cerca de 30 minutos, a cada duas horas. Remédios para aliviar a dor também ajudam. Entretanto, o mais indicado é procurar um serviço médico de ortopedia para avaliar o caso.

    O médico irá analisar o trauma e pedir exames para confirmar se o tratamento poderá ser feito em casa, se será necessário algum tipo de imobilização, uso de muletas ou ainda um procedimento cirúrgico.

    O que uma torção nos joelhos pode causar?
    Uma das piores consequências de uma torção no joelho é o rompimento dos ligamentos cruzados, que funcionam como estabilizadores internos da articulação. Nas torções, geralmente a ruptura acontece no ligamento cruzado anterior, que não cicatriza e necessita de cirurgia para recuperação, que pode levar até 8 meses para a acontecer.

    A torção pode ainda afetar os meniscos, que também funcionam como uma estrutura de estabilidade para os joelhos. Dependendo da região afetada, as lesões podem ser tratadas sem a necessidade de cirurgia, apenas com medicação e fisioterapia.

    Dicas importantes: não colocar o pé no chão, manter a perna elevada, fazer compressas de gelo durante 30 minutos, a cada hora, principalmente nos primeiros dias. Uma lesão deste tipo afeta o movimento, a força e o equilíbrio, pilares fundamentais a serem recuperados.

    Salvo por recomendação médica, não é indicado usar joelheiras ou faixas nos joelhos, isso afeta a circulação sanguínea da região, podendo causar outros problemas. O correto é procurar recuperar o movimento, a força e o equilíbrio, sempre com a orientação de um profissional.

    As torções mais graves demandam um tempo maior de recuperação, por isso todo cuidado é pouco ao praticar atividades esportivas, andar nas ruas acidentadas, usar saltos altos ou calçados inadequados. O retorno do paciente lesionado acontece quando o paciente não apresenta mais dor, inchaço e já recuperou totalmente os movimentos.

     

    A importância da reabilitação
    pós-cirurgias nos joelhos

    Qualquer cirurgia, por menos invasiva que seja, altera a fisiologia de estruturas como músculos, tecidos e ossos.

    Por isso, após um procedimento cirúrgico, é recomendado que o paciente passe pela reabilitação, processo global e dinâmico, orientado para a recuperação física e também psicológica do indivíduo submetido a algum tipo de cirurgia.

     

    A reabilitação visa tratar ou atenuar as sequelas causadas por cirurgias, lesões, traumas, acidentes, entre outros. É importante salientar que a reabilitação está ligada a um conceito mais amplo de saúde, cujo objetivo é acelerar o processo de recuperação do paciente após uma intervenção cirúrgica, tendo como consequência final a retomada das suas atividades cotidianas o mais rápido possível.

    Atualmente, a reabilitação é amplamente estudada e utilizada em todo o mundo, mas surgiu na época das grandes guerras, onde milhares de soldados voltavam para casa lesionados, amputados ou com outras sequelas graves, impulsionando a medicina a encontrar uma maneira de tratar esses indivíduos para reintegra-los à sociedade.

    A reabilitação é fundamental para tratar traumas, lesões ou depois da realização de cirurgias nos joelhos. A fisioterapia é aplicada com exercícios de alongamento, fortalecimento e/ou relaxamento. O profissional fisioterapeuta pode utilizar diversos recursos como pesos, faixas elásticas, bastão, bolas, cama elástica, bicicleta ergométrica, entre outros, para devolver ao paciente a mobilidade, a flexibilidade e o equilíbrio.

    Existem também outros recursos na fisioterapia como o uso de equipamentos de ultrassom, que atuam massageando o local, aliviando a dor e como anti-inflamatório. Em alguns casos, a fisioterapia na água é indicada, assim como bolsas de gelo ou bolsas de água quente.

    São muitas as doenças que atingem os joelhos, desde patologias ligadas ao envelhecimento como a osteoartrite, lesões causadas pelos esportes como futebol e corridas, problemas causados pela má postura, uso excessivo de sapatos de salto alto ou doenças congênitas. Em todos os casos, a fisioterapia é um tratamento coadjuvante de alta relevância para que o paciente volte às suas atividades normais e para a recuperação da área lesionada.

    Em relação às cirurgias do joelho, a recomendação é começar a fisioterapia no primeiro dia do pós-operatório. O tratamento deve ser progressivo e realizado diariamente até que o indivíduo esteja completamente recuperado. Em geral, as sessões podem durar de 30 minutos a três horas, dependendo de cada caso.

    Como já dito anteriormente, a fisioterapia para reabilitação pós-cirúrgica utiliza várias técnicas. Além das já citadas, o laser é útil para diminuir a dor e facilitar a cicatrização. A aplicação de gelo ajuda a reduzir o inchaço e anestesiar o local para a aplicação de massagens. Outras técnicas são aplicadas para lubrificar a articulação, dar amplitude aos movimentos e soltar possíveis aderências, típicas do processo de recuperação dos tecidos.

    Durante o processo da reabilitação, o fisioterapeuta irá reavaliar o paciente continuamente para analisar os resultados e assim poder retirar ou acrescentar outras técnicas fisioterápicas, que cumpram melhor o objetivo pretendido.

     

    Entenda a importância de escolher um tênis
    para praticar corridas

    Você pratica corridas? Se sim, saiba que é fundamental usar um tênis adequado para o exercício. Para escolher um tênis que proteja você contra possíveis lesões durante uma corrida, não vale apenas experimentar e sentir-se confortável. Para evitar torções ou traumas, é preciso optar por um tênis que além do conforto, seja apropriado para o seu tipo de pisada, peso, altura, intensidade do exercício e local do treino. 

    O primeiro passo antes de comprar um tênis é descobrir qual é o seu tipo de pisada. Uma boa dica para facilitar a sua escolha é observar o jeito que você anda e pisa. Analise qual é a região do pé que toca o chão primeiro e procure um tênis que tenha um amortecimento maior nessa área.

    Os pés não variam somente em comprimento, mas também em formato. Assim como os pés, há vários formatos de tênis diferentes. A melhor maneira de descobrir qual combina com você é experimentar. Uma dica legal é calçar o tênis e andar um pouco pela loja para testar e ver se tem alguma região do pé em que o calçado está machucando. Outro ponto fundamental é descobrir qual é, especificamente, o seu tipo de pisada. Ao todo são três:

    Pisada pronada
    A pronação acontece quando, durante a movimentação, a parte de fora do calcanhar toca o chão e o pé inicia a rotação para dentro e só depois se endireita. Uma quantidade moderada de pronação é necessária para que o pé funcione apropriadamente. No entanto, a pronação excessiva pode provocar lesões, uma vez que o arco do pé se achata, alongando músculos, tendões e ligamentos que ficam na parte inferior do membro.

    Pisada Supinada
    Este tipo de pisada acontece quando, durante a movimentação, o calcanhar toca o solo e o pé inicia uma rotação para fora. Uma quantidade normal de supinação acontece quando, durante a pisada, o calcanhar deixa o solo e os dedos são usados para a propulsão do corpo. No entanto, a supinação excessiva põe uma carga grande nos músculos e tendões que estabilizam o tornozelo, o que pode fazer com que o tornozelo rotacione totalmente para fora, resultado em uma torção ou até mesmo na ruptura total dos ligamentos. Normalmente, pessoas que têm o arco do pé alto têm a pisada supinada.

    Pisada Neutra
    A pisada neutra também começa com a parte externa do calcanhar e o pé rotaciona ligeiramente para dentro durante a movimentação, terminando com a parte da frente do pé inteira tocando o solo. Corredores com pisada neutra podem ter o arco do pé normal, alto, médio ou até mesmo baixo. Sendo assim, eles podem usar uma variedade grande de tênis de corrida.

    Como escolher um tênis?
    Escolher modelos de tênis inadequados, quando o assunto é corrida, pode contribuir para o aparecimento de diversos problemas. Por exemplo, tênis com solas pouco flexíveis podem provocar uma inflamação no tendão de Aquiles, outros com solas muito flexíveis podem contribuir para o aparecimento de fascite plantar. Por isso, é importante ressaltar que a escolha do calçado deve levar em consideração uma série de características que são individuais.
    Para os corredores iniciantes é importante investir em um tênis com a melhor opção de amortecimento para ajudar no processo de adaptação ao novo esporte. Esse tipo de calçado também é recomendado porque, geralmente, a frequência de passos é menor, o que gera um impacto maior a cada pisada.

    Outro fator que os corredores também devem levar em consideração na hora de escolher o tênis é o local de treinamento. Se você costuma correr em terrenos mais duros, como é o caso de locais com concreto, procure as opções com maior amortecimento, ou se você prefere estradas irregulares ou com lama, opta por tênis feitos para este tipo de terreno.

    Quando aposentar um tênis?
    Por melhor e mais confortável que o tênis seja, sempre chega a hora de aposentá-lo. Uma das maiores causas de lesões durante exercícios estão relacionadas ao uso de tênis gastos. Um dos sinais mais claros do desgaste é a sola, entretanto, mesmo alguns tênis que aparentemente são novos, já perderam sua capacidade de amortecimento. Portanto, se o seu tênis não funciona mais como quando ele era novo, é hora de partir para a escolha de outro.

     

    Corrida e joelhos

    Correr é sinônimo de lesões nos joelhos?

    Uma das preocupações mais comuns de quem pratica ou quer praticar corrida é o alto risco de lesões. O joelho, de fato, é uma articulação propensa a apresentar problemas diante do esforço ao qual é submetido durante a prática da corrida. No entanto, nada de fugir do exercício! Com algumas medidas simples você pode, sim, desfrutar de uma boa corrida como sua atividade física habitual!

    Durante a prática do exercício físico, o joelho absorve a energia gerada pelo contato dos pés com a superfície e a transmite para o resto do corpo. Quando a pessoa pratica uma corrida, a energia absorvida e transmitida nesse processo equivale a até aproximadamente duas vezes o peso do indivíduo. Ao absorver isso, o joelho se flexiona e, então, surgem os riscos.

    A lesão pode acontecer em meio a esse processo devido a diversos fatores. A causa mais recorrente de traumas nos joelhos são treinos inadequados, sem o acompanhamento de um especialista. No entanto, é preciso ficar atento a outros motivos, como: aumento repentino da frequência do treino, mudança na intensidade, tênis inadequado, etc.

    Algumas pessoas apresentam uma propensão física a lesões, que podem ser corrigidas com a ajuda de um médico ortopedista. Em alguns indivíduos que sofrem lesões nos joelhos durante uma atividade física, é comum a presença de alterações genéticas, como: pisada errada, formato dos joelhos em X ou arqueados, diferença entre os ângulos dos ossos do quadril, alteração no comprimento dos membros, grupos musculares, enfraquecidos, entre outros.

    Um dos problemas mais recorrentes é a chamada Síndrome de Banda Ilitobial, causada pelo aumento de volume nos treinos, prática de corrida em terrenos inclinados ou até a anatomia da perna do tipo tíbia “vara”. Nesse caso, a dor aparece na parte lateral externa do joelho, em estagio inicial, apenas durante os treinos, e em casos avançados, persistindo durante todo o dia.

    Também são comuns relatos de dor na região abaixo da patela e na parte anterior do joelho após os treinos. Esses são indícios da tendinite patelar, problema que também pode surgir devido a erros na prática da corrida. Dentre suas causas estão: excesso de treino, sobrepeso e postura errada ao correr, principalmente, para as pessoas que projetam o corpo para frente durante a corrida.

    PREVINA-SE!
    Para quem já corre ou quer começar a correr, algumas dicas simples podem ajudar na prevenção de lesões!

    • Para os iniciantes na prática de corrida, é essencial fazer uma avaliação física com um médico antes de começar para detectar e corrigir possíveis problemas nos joelhos ou na anatomia das pernas.
    • Antes de sair pra correr pela primeira vez, lembre-se de que ser acompanhado por um instrutor de atividade física é sempre uma boa ideia!
    • As pessoas que já correm regularmente devem SEMPRE prestar atenção nos sinais do seu corpo. Dor é, sim, sinal de lesão! Se o seu joelho está doendo, essa é uma boa hora para dar uma pausa no exercício e procurar um ortopedista.
    • Outro modo de prevenir lesões nos joelhos é fazer musculação para fortalecer os as pernas.
    • Procure optar por superfícies de corrida confortáveis e usar um tênis com um bom amortecimento.
    • Por fim, respeite o seu corpo! O seu joelho tem um limite que deve ser respeitado.

    Importância do alongamento para a saúde dos joelhos

    A maioria das pessoas sabe que fazer exercício é muito importante para melhorar a musculatura das pernas e, assim, evitar possíveis lesões nos joelhos. No entanto, com qual frequência você se lembra de fazer alongamentos, antes ou depois dos exercícios físicos? E ao longo do dia, ao acordar ou ao deitar?

    Tão essencial para o nosso corpo quanto o exercício físico, o alongamento não precisa ser exaustivo, nem dolorido e muito menos de longa duração. São apenas alguns minutinhos capazes de promover diversos benefícios para o corpo, como melhorar a flexibilidade, postura e até preparar a musculatura para um melhor desempenho da atividade física ou para aguentar os desgastes do dia a dia. Isso ajuda muito, inclusive, a manter seus joelhos saudáveis.

    Uma pesquisa realizada recentemente pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) comprovou que alongar sem usar carga, mantendo durante 60 segundos, com intervalos de 30 segundos, é capaz de aumentar o comprimento e a massa dos músculos. Alongar-se regularmente, além de relaxar, traz uma série de outros fatores benéficos ao corpo, como: reduzir a tensão muscular, ajudar na coordenação, aumentar a flexibilidade, prevenir lesões, ativar a circulação, entre outros.

    Isso acontece porque os alongamentos são exercícios voltados para aumentar a flexibilidade muscular, promovendo o estiramento das fibras musculares. Portanto, alongar é fundamental para o corpo e para os joelhos, proporcionando mais agilidade e elasticidade.

    É importante ressaltar que os alongamentos progridem de maneira crescente. Nas primeiras vezes, principalmente para as pessoas mais sedentárias, alongar é mais difícil, no entanto, depois de algum tempo, os movimentos se tornam mais fáceis, além de ter um efeito ainda mais compensador.

    Alongar-se antes e depois de uma atividade física é essencial para preparar os músculos para o exercício, protegendo-os. Além disso, você pode fazer um alongamento a qualquer hora, seja ao despertar, ao deitar ou na rotina de trabalho.

    Dicas do especialista:

  • Aproveite o momento em que você acorda, ainda na cama e se alongue, investindo nas pernas e pés;
  • Invista na respiração: respirar fundo aumenta o relaxamento dos músculos e ainda dá ritmo ao exercício;
  • Respeite seus limites: forçar durante o alongamento pode provocar lesões musculares ou nos tendões. Lembre-se de que a flexibilidade vai aumentando com o tempo, portanto, forçar não é eficiente!
  • Regularidade é essencial: introduza os alongamentos regularmente na sua rotina. Você pode alongar até enquanto faz outra coisa como ouve música ou assiste TV;
  • Gire os pés de um lado para o outro quanto estiver sentado na mesa de trabalho, dentro do avião, do ônibus ou do metrô. É um ótimo exercício para os joelhos e para o calcanhar.

  • Congestionamento faz mal à saúde dos joelhos

    Ficar muitas horas parado no trânsito pode prejudicar a saúde dos ossos e das articulações. Uma delas é o joelho. O excesso de automóveis nas capitais, como é o caso do Rio de Janeiro, levam os motoristas a permanecerem longos períodos em congestionamentos, realizando movimentos repetitivos para engatar as marchas, quando o carro não é automático. No Brasil, a frota de automóveis com câmbio automático ainda é muito pequena.

    Com isso, ter um carro nem sempre é sinal de conforto, uma vez que dirigir por horas, em um tráfico lento, pode causar danos à saúde como estresse, problemas ortopédicos, circulatórios, dores de cabeça, entre outros. Segundo o Instituto de Ortopedia e Traumatologia de São Paulo (IOT-SP), o trânsito pode gerar dores musculares, nas articulações e nos joelhos.

    As dores nas costas e nas pernas são outras consequências comuns dos congestionamentos, já que os motoristas ficam sentados por muito tempo e realizam movimentos repetitivos que causam fadiga muscular e desgaste nas articulações. Frear, acelerar e pressionar a embreagem repetidamente podem desgastar as articulações dos tornozelos e dos joelhos. E ficar por mais de uma hora sentado, pode sobrecarregar a região lombar, causando a lombalgia.

    Um dado interessante é que muitos motoristas demoram a descobrir que as dores no corpo estão relacionadas às horas que passam sentados no carro. Nos joelhos, é comum ocorrer a tendinite, que acontece pela repetição do movimento de engatar a marcha, frear e acelerar. Motoristas de táxi, ônibus ou pessoas, que levam mais de duas horas para se deslocarem para o trabalho, correm um sério risco de desenvolver o problema.

    Prevenção
    - É importante colocar o banco em uma posição confortável, que exija o mínimo esforço da perna, principalmente sem causar a extensão muito brusca do joelho para engatar a marcha;
    - Certifique-se de que a sua coluna também esteja bem amparada. Se for preciso, coloque uma almofada para ficar mais confortável;
    - O motorista deve, quando possível, parar a cada hora, para fazer um alongamento. Como isso nem sempre é possível, procure um ortopedista para melhor orientação;
    - Dentro do carro, tente esticar as pernas, faça movimentos circulares com os tornozelos e apoie o pé esquerdo fora da embreagem, quando não estiver usando-a.

    Como detonar os seus joelhos

    Uma das articulações mais importantes do corpo humano, o joelho, muitas vezes merece pouca atenção quando o assunto é saúde. Entretanto, joelhos fortes e saudáveis são fundamentais para manter a qualidade de vida.

    No dia a dia, mesmo sem querer, hábitos e comportamentos podem comprometer essa importante articulação, responsável pelos nossos movimentos e independência. Hoje vamos falar de atitudes que podem detonar seus joelhos.

    1- Excesso de peso: os joelhos são feitos para suportar o peso ideal de uma pessoa. Quando o indivíduo está obeso, há uma sobrecarga na articulação, que pode gerar diversos problemas, desde a osteoartrite precoce até lesões nos meniscos ou nos ligamentos;

    2- Atletas de fim de semana: o exercício é fundamental para a saúde dos joelhos, porém pessoas que costumam jogar futebol ou praticar qualquer outro esporte uma vez por semana, correm um risco enorme de lesionar os joelhos;

    3- Atletas profissionais: mesmo os esportistas mais bem preparados não estão livres de torções ou traumas mais graves. São inúmeros os casos de jogadores de futebol que sofrem lesões como rompimento de ligamentos e meniscos, entre outras;

    4- Exercícios repetitivos: outra atividade relacionada com problemas nos joelhos são os exercícios em repetição como pular corda, jump, step, etc.;

    5- Vaidade demais: todos sabem o quanto as mulheres adoram saltos altos, porém nada é pior para a saúde dos joelhos que usar saltos altos demais, em superfícies que não são planas, com subidas, descidas, buracos, etc. O mesmo vale para rasteirinhas e sapatilhas;

    6- Correr: a corrida é saudável, desde que a pessoa use um tênis adequado e corra em uma superfície plana, sem buracos, para evitar torções e quedas;

    7- Caminhar na praia: se o terreno for desigual, prejudica muito os joelhos, que irão trabalhar em um ângulo diferente para suportar os movimentos, portanto prefira uma praia que seja plana;

    8- Jogar vôlei: o vôlei tem movimentos muito repetitivos e de alto impacto. Com isso, a saúde dos joelhos fica em risco;

    9- Jogar tênis: além do impacto, o tênis tem jogadas imprevisíveis, que elevam os riscos de uma contusão;

    10- Sedentarismo: se prática de esportes, realizada de maneira inadequada, é prejudicial para os joelhos, a falta de uma atividade física é igualmente maléfica.

    Dicas do especialista:

    - Alongue-se antes de qualquer exercício;

    - Ao realizar exercícios de impacto, certifique-se que está usando o tênis adequado e troque a cada três meses;

    - Mantenha seu peso ideal;

    - Evite o uso de saltos altos, rasteirinhas e sapatilhas, prefira saltos de 3 a 4cm;

    - Para correr ou caminhar, escolha superfícies planas;

    - Não exagere nos exercícios repetitivos, nem na carga da musculação. Use o exercício como forma de fortalecer os músculos dos membros inferiores;

    - Se sentir qualquer dor nos joelhos, procure um médico para avaliação.

     

    Saiba mais sobre a condromalacia patelar

    O nome é difícil, porém é uma enfermidade comum quando o assunto é joelho. A condromalacia patelar é uma doença que atinge os joelhos e se caracteriza pela inflamação, seguida do amolecimento da cartilagem articular. Os principais sintomas são dores, independente se a pessoa está ou não praticando alguma atividade. Um dos sinais é quando os joelhos rangem ou estalam com frequência.

    A patela, ou rótula, é um ossinho que se localiza no joelho, formado pelo fêmur (osso da coxa), tíbia (osso da perna) e patela. Os três não se chocam porque são protegidos por cartilagem e pelo líquido sinovial. A patela é recoberta por um tecido (retinácula), que se liga ao músculo quadríceps (na coxa) e ao tendão patelar (na perna). Ela é importante porque, ao mover-se sobre a porção central côncava do fêmur, ajuda no ato de esticar a perna, no de dobrar o joelho e na frenagem ao descer, por exemplo, rampas.

    Qualquer pessoa pode desenvolver a condromalacia ao longo da vida, entretanto ela é oito vezes mais comum nas mulheres. A explicação é simples: as mulheres têm mais tendência a ter joelhos em formato de X (valgos ou voltados para dentro). Isso leva ao deslocamento da patela para fora, recebendo uma carga excessiva. Com o tempo, essa condição pode levar ao amolecimento e à rachadura de toda a cartilagem no interior da patela.

    Além dos joelhos valgos, traumas também podem levar à doença e esse tipo de causa é comum nos atletas ou nas pessoas que exageram nos exercícios físicos, sem fortalecer a musculatura em torno dos joelhos. Entretanto, algumas pessoas desenvolvem a condromalacia sem nenhuma causa aparente.

    A doença pode atingir um ou os dois joelhos. Subir ou descer escadas, agachar, levantar, ficar muito tempo sentado ou caminhar em superfícies muito íngremes podem piorar os sintomas. Nas mulheres, o uso de saltos altos também provoca a piora do quadro. Os pacientes podem ainda apresentar inchaço e aumento do volume do líquido sinovial.

    O diagnóstico precoce é essencial para manter a mobilidade e a independência do paciente. Quando não tratada, a condromalacia patelar pode destruir a cartilagem até atingir o osso. Com isso, a pessoa irá mancar e ter dificuldades para realizar atividades simples do dia a dia como descer ou subir escadas, caminhar, etc.

    Atualmente, o melhor exame de diagnóstico para confirmar a suspeita da condromalacia patelar é a ressonância magnética. O tratamento é feito com medicamentos para aliviar a dor, compressas de gelo e, nos casos mais graves, a imobilização do joelho por alguns dias.

    A fisioterapia também é indicada para fortalecer o músculo da coxa e alonga-lo. Pessoas acima do peso devem procurar orientação nutricional para atingir o peso ideal, uma vez que a obesidade é um importante fator de risco para a saúde dos joelhos.

    Agora que você já sabe o que a condromalacia patelar, lembre-se: se sentir uma dor que incomoda, procure seu ortopedista para fazer uma avaliação dos seus joelhos.
     

    Seus joelhos merecem mais atenção

    Quando ouvimos falar em musculação, logo pensamos em corpos sarados, musculosos ou bombados. Porém, quando falamos em joelhos fortes e saudáveis, quase ninguém associa a necessidade de exercícios de musculação para isso acontecer. Ao contrário, muitas pessoas acreditam que agachamento, leg press, entre outras práticas são maléficas para a saúde dos joelhos. Ledo engano.

    Para manter a estabilidade dos joelhos é preciso fortalecê-los justamente por meio de exercícios de musculação, que trabalhem o grupo muscular envolvido nos movimentos da articulação. É preciso levar em consideração que o joelho é como uma dobradiça, que permite um grau mínimo de rotação, dependendo do movimento realizado.

    Os joelhos possuem estabilizadores naturais como os ligamentos e meniscos, além da própria musculatura flexora, que trabalha quando dobramos os joelhos e a extensora, que atua quando esticamos os joelhos. Sem contar a patela, tendões e ossos que compõem essa importante articulação.

    O sedentarismo, ou seja, a falta total de atividade física é maléfica para a saúde dos joelhos, assim como para a saúde em geral. O ideal é praticar um esporte que favoreça todas as partes da articulação, sem sobrecarregar nenhuma delas, aliado à musculação para fortalecimento dos membros inferiores (pernas e coxas) e ao alongamento, para dar mais flexibilidade.

    Confira agora 6 exercícios para fortalecer seus joelhos em casa:
    Antes de começar, faça um aquecimento como uma caminhada (10-20 minutos) e uma sessão de alongamento.

    Exercício 1 – Agachamento - é o exercício mais completo para as coxas. Agache "lentamente" até suas pernas ficarem paralelas ao chão (meio agachamento) e suba no mesmo ritmo. Mantenha a cabeça erguida e as costas retas, os pés na largura dos ombros. Esta será sua posição inicial.

    Comece a abaixar lentamente, dobrando os joelhos e quadris, mas mantenha a postura reta e a cabeça erguida. Continue até que o ângulo entre as coxas e as panturrilhas seja um pouco menos que 90 graus. Inspire enquanto você executa esse movimento. Se você fizer corretamente, os seus joelhos devem fazer uma linha reta imaginária com os dedos dos pés. Não se esqueça de sempre manter o abdome contraído durante a execução do exercício para que sua coluna fique estável. Faça 3 séries de 15 repetições.

     

     

    Exercício 2- Abdução de pernas: fique deitado de lado e use os braços como apoio, conforme a figura. A mão deve servir para estabilizar o corpo. Levante uma das pernas em um ângulo de 45 graus e abaixe, em um ritmo lento. Faça 3 séries em cada perna, repetindo 15 vezes.

     

     

    Exercício 3 – Adução de quadril: Deite de lado e apoie o corpo no cotovelo. Estenda a perna de baixo e flexione a de cima. Eleve a perna de baixo, mantendo o pé apontado para frente. Volta à posição inicial sem encostar no chão. Faça 3 séries de cada lado, repetindo 15 vezes os movimentos.


     

     

    4- Avanço: Em pé, você vai flexionar uma das pernas, apoiando o pé no chão. A outra perna vai ficar estendida para trás conforme a figura abaixo. Inspire e dê um passo, mantendo o tronco mais ereto possível. Quando a coxa levada para frente chegar à posição horizontal ou levemente abaixo, realize a extensão da mesma para voltar à posição inicial. Expire no final do movimento. Como todo o peso encontra-se, em dado momento, sobre o membro inferior levado à frente, este movimento exige um bom senso de equilíbrio para preservar a articulação dos joelhos.

     

     

    5-  Flexão de pernas em pé: Apoie suas mãos na parede, contraia o abdômen. Dobre o joelho até aproxima-lo das nádegas e volte à posição inicial. Faça 3 séries de 15 repetições cada.

     

     

    6- Elevação de pernas: Deite no chão, deixe os braços estendidos ao lado do corpo. Flexione as duas pernas. Inicie o exercício estendendo uma das pernas, elevando em direção ao teto e trazendo-a para bem perto do chão, porém sem encostar. Faça 3 séries de 15 repetições em cada perna.


     

    Seus joelhos merecem mais atenção

    Andar sob duas pernas, sem dúvida, foi uma das evoluções mais importantes do ser humano. Se antes o peso do corpo era dividido por quatro, com essa mudança, as pernas ficaram responsáveis por suportá-lo, assim como os joelhos, que absorvem o impacto da caminhada e impulsionam nossos passos. Para se ter uma ideia, cada passo gera um impacto equivalente a duas vezes o peso do corpo sobre o joelho quando caminhamos. Durante uma corrida, a sobrecarga é igual a multiplicar por seis o peso total de um indivíduo.
    Mas, para muitas pessoas, o joelho é apenas mais uma articulação, que passa despercebida quando o assunto é prevenção. Entretanto, a falta de cuidado e o processo de envelhecimento, alteram os joelhos, que ficam mais propensos a lesões, torções e desgastes.
    Quem tem um joelho saudável, tem mais mobilidade, independência e não sofre na hora de praticar um esporte ou se divertir. Portanto, se você é jovem, adulto ou idoso, não importa, o que realmente é vital é cuidar bem dos seus joelhos e garantir a sua saúde da cabeça aos pés.

    5 hábitos para deixar seus joelhos saudáveis

    1. Saia já do sofá: pratique atividade física regularmente, de preferência usando calçados que absorvam o impacto ou prefira exercícios na água, como a hidroginástica ou a natação. Lembre-se de alongar e também de realizar exercícios de musculação para fortalecer o grupo muscular dos membros inferiores;

     

    1. Peso ideal: nada pior para a saúde dos joelhos que o excesso de peso. Lembre-se que eles foram feitos para suportar seu peso ideal, portanto adote uma dieta balanceada para perder peso e o mantenha;
    1. Salto alto só em ocasiões especiais: toda mulher gosta de usar saltos altos, entretanto os joelhos sofrem muito com esse hábito, que pode ainda lesionar outras estruturas como a coluna vertebral. Mas engana-se quem pensa que rasteirinhas ou sapatilhas são opções melhores. O ideal é um salto de 3 a 4cm ou anabela. A dica é usar os saltos maiores apenas em ocasiões especiais;

     

    1. Prepara-se: recado aos esportistas de final de semana: cuidado com partidas de futebol, corridas ou excessos apenas em um dia da semana. Sem o devido preparo físico, os joelhos, assim como os músculos e outras articulações correm mais risco de serem atingidos por lesões ou traumas;
    1. Fortaleça: joelhos saudáveis precisam de músculos fortalecidos e boa flexibilidade. Portanto, invista em exercícios de musculação que trabalhem os membros inferiores (coxas e pernas) e aposte no alongamento. Mesmo quando estiver sentado ou deitado, alongue as pernas, mexendo os pés em movimentos circulares.
     

    Falta de atividade física prejudica a saúde dos joelhos

    A necessidade é o que move o homem a se desenvolver ou a criar novos recursos para sobreviver. As invenções como o fogo, a roda, as máquinas e os carros foram fundamentais para usufruirmos hoje do admirável mundo moderno. Mas o preço de tanta tecnologia é o aumento exponencial do sedentarismo, ou seja, a falta completa de atividade física.

    Não bastassem os adventos do conforto, muitas pessoas não conseguem conciliar a prática de exercícios físicos após um dia cansativo no trabalho. Afinal, nada como comer, tomar um banho e cair na cama para relaxar. Aqui está um dos grandes paradigmas a serem quebrados: o descanso é importante para controlar o estresse do dia-a-dia, entretanto praticar um esporte é tão ou mais necessário que dormir.

    Os resultados do avanço do sedentarismo são o aumento do peso, menor flexibilidade de músculos e articulações, menos disposição para as atividades diárias, mais estresse, ansiedade, dores no corpo, alterações de humor, etc.

    Hoje vamos falar da importância da atividade física para manter a saúde dos joelhos. Quem é sedentário, prejudica a saúde dos músculos, ossos e articulações. Isso porque ficar muito tempo sentado, com os joelhos dobrados, enfraquece a musculatura e impede o alongamento dos grupos musculares das pernas. Essa condição pode causar uma doença bastante frequente hoje, chamada condromalacia patelar, que afeta a cartilagem da patela (antiga rótula).

    A falta de força muscular na região do joelho modifica a biomecânica da articulação, o que também sobrecarrega a patela. Se a condição afeta um dos joelhos, a pessoa tende a forçar mais o outro para não sentir dor, ou seja, compromete os dois joelhos. Quem não se exercita e se aventura a jogar uma partida de futebol em um final de semana ou a correr sem preparo físico, está sujeito a sofrer lesões nos joelhos.

    Quando os joelhos estão em uma condição ruim, sintomas como dor, estalos, rangidos e inchaço podem aparecer. Mas a boa notícia é que é perfeitamente possível prevenir alguns problemas nos joelhos, praticando atividades físicas, desde que com calçados adequados, em conjunto com exercícios que fortaleçam a musculatura das pernas, principalmente do grupo muscular ligado aos joelhos.

    Dicas do especialista
    - Estica e puxa: pela manhã, ao levantar, realize alongamentos nas pernas, braços e cabeça. Imitar o movimento de um gato é um ótimo modelo para alongar-se;
    - Lembre-se: para praticar qualquer atividade física sempre faça uma série de alongamentos antes, principalmente para trabalhar os músculos posteriores da perna;
    - Amorteça: uma vez que os joelhos absorvem todo o impacto do corpo, use um calçado adequado para as atividades que exigem muito trabalho da articulação como correr, pular, saltar, etc.;
    - Mude: é de extrema importância mudar de posição sempre que estiver mais de 50 minutos parado, seja sentado, em pé ou deitado;
    - Massagem: se possível, antes de dormir, faça uma massagem com movimentos circulares nos pés. Isso favorece a distribuição do fluxo sanguíneo e é um ótimo relaxante.

     

    Dor nos joelhos

    Dor nos joelhos é uma condição muito comum. Podemos dizer ainda que além de ser frequente, pode ser causada por diversos fatores. A dor nos joelhos afeta crianças, jovens, adultos e idosos.

    Em geral, as crianças e adolescentes, que estão em fase de crescimento, sentem dor devido à osteocondrite da tuberosidade, a causa mais comum de dores musculoesqueléticas na infância. Embora o nome seja complicado, é uma condição habitual, que corresponde a 30% das queixas em consultórios ortopédicos. Quando a fase de crescimento acaba, as dores cessam e não deixam qualquer sequela.

    Já em jovens adultos, a dor mais frequente é causada por traumas ou lesões ocasionados pela prática de esportes como corridas e futebol, além de quedas e acidentes. Nas mulheres, o uso do salto alto e a propensão ao joelho valgo (em forma de X), aumentam muito os riscos de problemas nos joelhos, pois geram uma sobrecarga na perna, provocando o desgaste da cartilagem, traumas e torções. As dores nos joelhos causadas por traumas, normalmente, são lesões nos meniscos, rompimento dos ligamentos, dos tendões ou fratura dos ossos que fazem parte do joelho.

    Já nas pessoas com mais de 50 anos, uma das principais causas de dores nos joelhos é a osteoartrite ou artrose. Entre as doenças reumatológicas é a mais frequente, representando de 30 a 40% das consultas nos ambulatórios da especialidade. A doença se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos como "bicos de papagaio". Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, aos 75 anos de idade, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da doença.

    Além da artrose, o excesso de peso, caminhar de modo errado, sentar em cima da perna, praticar esportes com sapatos inadequados, ficar muito tempo sentado ou em pé e até dormir em certas posições podem causar dores nos joelhos.

    Quase ninguém pensa na importância dos joelhos para a saúde do corpo, entretanto são eles que sustentam nosso peso e são responsáveis por vários movimentos importantes do ser humano. Qualquer doença que afete essa articulação impacta, diretamente, na qualidade de vida e na independência, podendo inclusive gerar problemas emocionais como a depressão.

    Portanto, se você se preocupa com a sua saúde, cuide bem dos seus joelhos. Se sentir qualquer dor, procure um médico e faça alguns exames. Ao realizar exercícios, use calçados que absorvam o impacto. Já as mulheres devem evitar saltos muito altos e diminuir a frequência do uso. Cuide também do seu peso, para não sobrecarregar a articulação. Uma dica importante é realizar alongamentos e musculação para fortalecer a musculatura que circunda os joelhos.
     

    As lesões do joelho durante o futebol

    Qual o homem que não adora jogar uma partida de futebol, nem que seja aquela de final de semana? Uma das paixões do brasileiro, o esporte é campeão das lesões nos joelhos. De repente, uma simples brincadeira com os amigos pode se tornar um pesadelo, capaz de comprometer a diversão e a rotina do jogador.

    Os esbarrões, comuns nas partidas de futebol, são responsáveis por provocar 23% das lesões em campo. Já os traumas nos joelhos representam 16% de todas as lesões em homens durante um jogo. É curioso notar que mesmo os atletas mais bem preparados não estão livres de se machucar. Porém, os esportistas de final de semana, pouco acostumados com o ritmo intenso do jogo, são mais suscetíveis a sofrerem lesões nos joelhos e em outras estruturas.            

    Durante um jogo de futebol, que dura em média, 90 minutos, os jogadores precisam usar todos os músculos, as pernas, assim como os joelhos, pés, tornozelos e coluna. Quedas, esbarrões e torções, tudo pode acontecer em campo. Ligamentos e tendões, assim como as articulações demandam músculos e ossos saudáveis e bem preparados para esportes, principalmente os de alto impacto, como é o futebol.  

    Vale lembrar que as lesões podem acometer diversas estruturas dos joelhos como os meniscos (discos que absorvem os impactos), os ligamentos (dão estabilidade ao joelho), a patela, os tendões e a cartilagem, que envolve a articulação.

    O joelho é a maior articulação do corpo humano e a mais exigida durante o futebol. Quando lesionado, exige maiores cuidados e um maior período de recuperação, sem contar os casos que necessitam de cirurgia. Uma das lesões mais graves que acontecem durante um partida de futebol é o rompimento do ligamento cruzado anterior (LCA), que conecta a tíbia ao fêmur e tem como função principal impedir o movimento de deslizamento da tíbia para frente.

    A lesão do LCA é a ruptura do ligamento, que mesmo de pequeno tamanho, pode provocar sintomas como dor, inchaço, limitações de movimento, sensação de falseio e insegurança no joelho. Outro trauma comum é lesão do menisco medial (LMM), que acontece em 30% dos casos isoladamente e em 70% combinada com a LCA. Porém, as mais graves são as lesões combinadas: LCA e LCP (lesão cruzado posterior), que afetam o ligamento posterior e o anterior.

    Diagnóstico e Tratamento

    O médico irá fazer um exame clínico e complementar o diagnóstico com exames de imagem, como a ressonância magnética nuclear. Em alguns casos, é necessária a realização de uma artroscopia para fechar o quadro. A boa notícia é que com o avanço da tecnologia de diagnóstico e de tratamento, as lesões nos joelhos podem ser detectadas e tratadas, precocemente, com alto índice de cura, em cerca de 90% dos casos.  Os procedimentos cirúrgicos tornaram-se menos invasivos e o uso da ressonância magnética permite um diagnóstico mais preciso.

    Prevenção
    Para os atletas profissionais ou para os amadores, a melhor maneira de prevenir lesões nos joelhos durante um jogo de futebol é realizar exercícios de musculação para fortalecer a musculatura das pernas, principalmente dos músculos que sustentam o joelho. Antes da partida, vale também fazer um aquecimento e alongar. Com isso, o futebol pode ser aproveitado da melhor maneira possível.

     

    Como a osteoartrite afeta os joelhos

    Popularmente conhecida como artrose, a osteoartrite é uma doença que afeta as articulações do corpo humano, entre elas o joelho. É uma enfermidade bastante comum nas pessoas com mais de 50 anos, entretanto pode acometer indivíduos de todas as idades, principalmente aqueles que praticam atividades esportivas de impacto ou estão acima do peso. Entre as doenças reumatológicas é a mais frequente, representando de 30 a 40% das consultas nos ambulatórios da especialidade.

    A osteoartrite (artrose) é uma doença que se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos como "bicos de papagaio". Por ser uma doença degenerativa, ou seja, que piora com o tempo, as queixas aumentam progressivamente com a idade. Nas mulheres a osteoartrite atinge mais mãos e joelhos e nos homens a articulação coxofemoral (fêmur e bacia).

    Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, aos 75 anos de idade, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da doença, mas somente 30 a 50% dos indivíduos com alterações nos exames de imagem sentem dor crônica.

    A osteoartrite (artrose) pode ser dividida em primária (sem causa conhecida) ou em secundária (causa conhecida). A primeira está ligada ao processo de envelhecimento e ao desgaste natural das articulações. Já a secundária tem inúmeras causas como defeitos nas articulações como os joelhos valgo ou varo, alterações no metabolismo, hereditariedade, traumas e lesões, entre outros.

    Sintomas
    No primeiro estágio da doença, os sintomas são mais leves. O mais desconfortável é a dor, que aumenta com o passar dos anos. Quando atinge o joelho, a dor enrijece e diminui a mobilidade e pode causar dor intensa e crônica.

    Diagnóstico e Tratamento
    O médico irá avaliar o paciente e pedir alguns exames de imagem para analisar em que grau a osteoartrite está. Nos casos mais leves, alguns medicamentos agem nos três pilares do tratamento da doença, preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS): dor, inflamação e proteção da cartilagem.

    Em casos mais graves, alguns pacientes necessitam colocar uma prótese para voltar a andar ou ter mais mobilidade.

    Prevenção
    Nenhum tratamento retarda a evolução da doença quando essa já está instalada. Porém, algumas medidas podem ser tomadas para melhorar a qualidade de vida:
    - Perder peso e mantê-lo;
    - Realizar exercícios aeróbicos e musculação para fortalecer os músculos da região;
    - Tomar cuidado com a postura ao sentar-se, levantar-se, subir ou descer escadas;
    - Evitar esportes de impacto;
    - Usar sapatos confortáveis, que ofereçam boa base de apoio;
    - Utilizar sempre corrimãos e alças de apoio;
    - Se preciso, usar bengala ou andadores.

     

    Conheça melhor o menisco!

    O joelho é uma das articulações mais importantes do corpo humano. É formado por diversas partes, entre elas os meniscos, estruturas fibrocartilaginosas em formato de meia lua. A consistência é parecida a de uma borracha. Em cada joelho existem dois meniscos: o medial (lado interno do joelho) e o lateral (lado externo do joelho).

    Podemos considerar os meniscos como os amortecedores dos joelhos, pois eles distribuem a carga que passa pela articulação, diminuindo a pressão sobre a cartilagem que recobre a junta. Além disso, os meniscos ajudam na estabilidade, amenizam a pressão quando o joelho é submetido a uma força excessiva e facilitam a nutrição da cartilagem, promovendo uma melhor distribuição do líquido sinovial.

    Lesões no menisco
    As lesões e traumas nos meniscos são comuns, principalmente em jovens praticantes de esportes e em pessoas acima dos 50 anos, decorrentes do desgaste natural da estrutura, típico do envelhecimento. Entretanto, qualquer pessoa está sujeita a um trauma nessa região em caso de um movimento forçado do joelho, quedas ou acidentes. As lesões mais comuns dos meniscos são a ruptura total ou parcial e à desunião das estruturas articulares.

    Alguns sinais de que há algo está errado com os meniscos podem ser dor, sensação de travamento do joelho, estalos e inchaço. Vale lembrar que qualquer tipo de lesão nos meniscos prejudica a estrutura, pois expõe a cartilagem, o que facilita ainda o desenvolvimento da osteoartrose.

    Quando há algum problema no menisco, a dor é bem típica, localizada nas laterais interna ou externa do joelho lesionado. Certas posições podem causar uma dor quase insuportável. Vale lembrar que as lesões do menisco medial são 20 vezes mais frequentes que as do lateral. O medial é considerado o estabilizador do joelho, ou seja, quando há uma alteração funcional, a pessoa pode sentir a sensação de falseio, que trava o joelho.

    Segundo os médicos especialistas em joelho, quando o paciente apresenta um travamento entre 10 e 30 graus de flexão é uma indicação de ruptura do menisco medial. O travamento em 70 graus pode indicar uma ruptura do menisco lateral. Entre 48 e 72 horas após a lesão, o paciente pode desenvolver o derrame articular (quando a membrana sinovial aumenta a produção do líquido) e apresentar inchaço no joelho lesionado.

    O ideal é procurar um serviço médico logo após a queda, trauma ou quando há quadro de dor e inchaço, sem outra causa aparente. O médico irá avaliar e pedir exames específicos para diagnosticar o tipo de lesão.

    Cada paciente irá demandar um tipo de tratamento, que pode ou não ser cirúrgico. A cirurgia mais comum consiste na extração do menisco lesionado, que após quatro semanas se renova, formando uma nova cartilagem fibrosa. Além dos procedimentos cirúrgicos, os pacientes também necessitam fazer sessões de fisioterapia para melhorar o funcionamento da articulação e realizar exercícios para fortalecer os músculos adjacentes.

     

    Como o uso de saltos altos pode prejudicar o joelho

    A paixão feminina por sapatos, principalmente os de salto alto, pode ter sérias consequências na saúde dos joelhos. Nos homens, as lesões nos joelhos estão mais ligadas à prática esportiva. Já nas mulheres, o uso inadequado de calçados impacta diretamente no funcionamento dos joelhos, coluna e pés.

    Os joelhos femininos têm uma tendência natural a se voltar para dentro, o que é conhecido como joelho valgo. Isso afeta a patela, pequeno osso que se articula com o fêmur, cuja função é proteger a articulação do joelho. O uso constante de saltos favorece o desgaste da patela, podendo levar a condromalácia patelar, doença crônica e degenerativa, que afeta toda a cartilagem dessa área do joelho.

    Os sapatos de salto alto e fino são os piores, pois exercem pressão na ponta do pé, causam falta de mobilidade na parte de trás da perna, obrigando a mulher a andar com os joelhos flexionados e se equilibrando, o que exige mais esforço tanto da patela como do fêmur. Além disso, quando o calcanhar fica mais alto, o tendão de Aquiles se encurta. Isso pode causar tendinite, causando dor e desconforto quando a pessoa fica descalça.

    Outro problema comum, que está associado ao uso de saltos altos, são as varizes. Segundo pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), o uso excessivo de salto alto pode causar varizes, flebite (inflamação das veias) e até trombose (coágulo sanguíneo). Isso porque o uso do salto alto limita a articulação das pernas, o que diminui o bombeamento de sangue para a panturrilha (batata da perna).

    Embora os saltos altos sejam maléficos para as estruturas articulares e ósseas, engana-se quem pensa que as sapatilhas e rasteirinhas são inofensivas. A falta total do salto também pode ser prejudicial. Os sapatos sem salto nenhum não conseguem absorver o impacto da caminhada e isso também sobrecarrega os tornozelos e os joelhos.

    Como perceber os malefícios dos calçados
    Um dos primeiros sintomas de que há algo errado com o tipo de calçado é o surgimento de calos. Dores nas costas, nos joelhos e no quadril também podem indicar que é preciso adequar o sapato e cuidar melhor das suas articulações.

    Uma pesquisa feita pela Universidade de Framingham (EUA) com 3.378 pessoas indicou que usar sapatos desconfortáveis ou apertados durante a juventude pode causar dores, deformações e até artrose depois dos 40 anos.

    Como prevenir
    A melhor maneira de prevenir problemas causados pelo uso de sapatos é optar por calçados confortáveis, com saltos mais baixos – de 3 a 4 cm – com plataforma ou salto anabela. Além disso, é fundamental alongar os músculos da coxa e da panturrilha.

    Especialistas afirmam que até 5 cm, o que equivale a 3 dedos, o salto é relativamente seguro. Acima disso, aumentam as chances de pressão na planta dos pés e outras complicações. Usar o salto três vezes por semana, mais ou menos por 7 horas por dia, é um fator de risco grande para problemas futuros. Por isso, pense em usar aquele salto maravilhoso apenas em ocasiões especiais. Sua saúde vem em primeiro lugar.

     

    Fortaleça seus joelhos!

    O joelho é uma das articulações mais importantes do corpo humano, responsável por diversos movimentos. Nas atividades diárias ou na prática de atividades físicas, essa unidade articular é muito exigida e, por vezes, pode sofrer desgastes, traumas e contusões.
    Por isso, é fundamental fortalecer os joelhos, por meio de exercícios específicos de musculação. Isso porque ao trabalhar os músculos da coxa, assim como os dos membros inferiores e dos quadris, a musculatura se torna mais eficiente, funcionando como um estabilizador para os joelhos. Vale lembrar ainda que é preciso também trabalhar com alongamentos para melhorar a flexibilidade da articulação.

    Para as mulheres, o benefício é em dobro. Isso porque, em geral, elas tendem a apresentar os joelhos virados para dentro (joelhos valgo), o que aumenta as chances de lesões. Sem contar as questões hormonais, que também afetam a articulação.

    É um erro pensar que a musculação serve apenas para deixar as pessoas “bombadas”. A técnica é de extrema importância quando o assunto é a melhora funcional das articulações, principalmente a dos joelhos. Outro mito é que só é possível trabalhar os músculos em uma academia. Desde que feitos da maneira correta, é perfeitamente viável fazer exercícios de musculação em casa.

    Confira agora alguns exercícios para manter seus joelhos fortes e saudáveis:
    O que você vai precisar:
    - uma caneleira de 2 a 4 kg;
    - um colchão para ginástica;
    - uma cadeira.

    1- Extensão do joelho
    Coloque a caneleira com o peso mais adequado para você. Sente-se na cadeira, deixando a coluna reta e os pés no chão. Coloque os braços para baixo e tente mantê-los firmes no assento da cadeira. Em seguida, você vai elevar um joelho de cada vez até a altura do outro. Faça três séries de 8 a 15 repetições, alternando as pernas.
    2. Flexão de joelho
    Usando a mesma caneleira, fique em pé, de frente para a parede. Deixe a coluna ereta e apoie os dois pés no chão e as mãos na parede. Agora você vai fazer o exercício reverso, ou seja, você vai levantar a perna para trás, mantendo a outra reta, flexionando até a altura do outro joelho. Faça três séries, de 8 a 15 repetições, de maneira alternada. 
    3. Flexão de quadril
    Deitada em um colchonete, apoie os antebraços no chão. Flexione uma perna e estenda a outra no solo. Eleve a perna que está estendida até altura do joelho da perna que está flexionada. Faça três séries, de 6 a 15 repetições em cada joelho.

    4. Adução de quadril
    É quase a mesma posição da flexão de joelhos, mas na lateral, apoiando apenas um dos antebraços no chão. A perna flexionada deve ficas encostada no solo. Faça três séries, de 6 a 15 repetições em cada joelho.
    5. Abdução de quadril
    Deitada de lado com o joelho e o quadril em um ângulo de 90° e as mãos abaixo da cabeça, eleve a perna flexionada até o máximo da sua amplitude, sem projetar o quadril para trás. Faça três séries, de 6 a 15 repetições em cada joelho.
    Dicas do especialista
    Cuidar bem da saúde também envolve manter os joelhos fortes e estáveis. Confira agora cinco dicas de ouro para ter joelhos de aço:
    - Estica e puxa: pela manhã, ao levantar, realize alongamentos nas pernas, braços e cabeça. Imitar o movimento de um gato é um ótimo modelo para alongar-se;
    - Lembre-se: para praticar qualquer atividade física sempre faça uma série de alongamentos antes, principalmente para trabalhar os músculos posteriores da perna;
    - Amorteça: uma vez que os joelhos absorvem todo o impacto do corpo, use um calçado adequado para as atividades que exigem muito trabalho da articulação como correr, pular, saltar, etc.;
    - Mude: é de extrema importância mudar de posição sempre que estiver mais de 50 minutos parado, seja sentado, em pé ou deitado;

    - Massagem: se possível, antes de dormir, faça uma massagem com movimentos circulares nos pés. Isso favorece a distribuição do fluxo sanguíneo e é um ótimo relaxante.
     

    Joelhos saudáveis aumentam a expectativa de vida

    Uma das articulações mais importantes do corpo, os joelhos, trabalham pesado para aguentar os passos da humanidade, desde que o homem se tornou bípede. Porém, nem todo mundo cuida bem dessa incrível estrutura e só procura ajuda quando há alguma lesão ou a dor, pela suposta prerrogativa de que os joelhos não são importantes para a saúde. Ledo engano.

    Recente estudo norte-americano avaliou registros médicos de 134 458 pacientes, com artrose avançada nos joelhos, fase em que a colocação de uma prótese costuma ser indicada por melhorar a movimentação e até proteger o restante dos ossos. Sete anos depois, a taxa de sobrevida dos indivíduos submetidos à cirurgia foi 50% maior em comparação com aqueles que não foram operados.

    Mas quando a artrose está na fase inicial, não há razão para colocação de prótese. Além disso, uma pesquisa realizada na Suécia constatou que após 12 anos de cirurgia, a sobrevida era maior nos indivíduos que não passaram pela cirurgia, pois com o passar do tempo, o dispositivo tende a apresentar problemas que causam restrições no dia a dia do paciente.

    Embora esses dados sejam reveladores e importantes, quando o assunto é a saúde dos joelhos, vale frisar que a prótese está longe de ser a solução para todos os casos. Na verdade, a prevenção das doenças que afetam esta articulação é melhor maneira de promover a saúde e manter uma boa qualidade de vida. Isso porque quando os joelhos são afetados por algum problema, qualquer atividade que exija das pernas ficará comprometida.

    O movimento está intimamente ligado à nossa autonomia enquanto indivíduos. Quando ocorrem desgastes graves nos joelhos ou problemas nos ligamentos e outras estruturas, perdemos a independência, o que afeta não só a qualidade de vida, como pode causar depressão e outras doenças mentais. Além disso, a inatividade física está relacionada à obesidade, ao colesterol alto, ao diabetes, à pressão alta, entre outros fatores que prejudicam a saúde dos pés à cabeça.
    Para prevenir a artrose e outros problemas nos joelhos, a primeira dica é deixar de ser sedentário. Uma pequena mudança de hábito já pode causar uma grande diferença nas juntas. Caminhar mais, trocar o carro pela bicicleta, nadar, etc. Qualquer exercício é melhor que ficar parado.
    Em doses adequadas, o impacto é benéfico e estimula a formação óssea. A musculação também ajuda a fortalecer os músculos dos membros inferiores. Em forma, eles amortecem a sobrecarga imposta sobre a articulação, amenizando o risco de contusões. O alongamento é Igualmente importante para manter a flexibilidade. Mesmo que não pratique nenhum esporte, use o alongamento ao acordar, no trabalho, no trânsito, ou seja, sempre que possível.
    Mas, se a atividade física é importante, evitar forçar demais a articulação e tomar cuidado com tropeços e torções também contribuem para a saúde dos joelhos. Isso porque lesões pequenas no menisco ou nos ligamentos cruzados, muitas vezes, antecipam o processo de degeneração da junta, que podem provocar alterações imperceptíveis ou instabilidade nos movimentos, dois fatores com potencial para acelerar o desgaste.

    Portanto, agora que você sabe como seus joelhos são importantes para a saúde e para o bem-estar, que tal incluir um exame ortopédico no seu próximo check up? Isso vai assegurar que ao praticar uma atividade física seus joelhos estarão protegidos e também irá garantir o diagnóstico e o tratamento precoce de qualquer problema nos seus joelhos!
     

    Lesões no joelho: um problema democrático

    No imaginário popular, as lesões no joelho são exclusividade dos atletas. Porém, qualquer pessoa, em qualquer idade, corre o risco de desenvolver algum problema nesta articulação.  Estima-se que 30% das crianças, a partir dos três anos de idade, apresentam alguma deformidade nos joelhos. O aumento da incidência de lesões no joelho tem sido constatado em adolescentes, jovens, homens acima de 45 anos e mulheres, estas últimas porque estão cada vez mais praticando esporte.

    Embora qualquer pessoa esteja sujeita a sofrer um trauma nos joelhos, ao longo da vida, os atletas apresentam um maior risco, pelo uso constante e forçado da articulação.  O surfista, por exemplo, sofre mais com meniscos e ligamentos rompidos devido à força aplicada em uma manobra, quando o joelho é forçado a um movimento brusco de rotação. No voleibol, os saltos constantes e a impulsão vertical provocam lesões na articulação do joelho e do tornozelo.

    Já as pessoas que adoram pedalar, podem sofrer de dor nos membros inferiores e isso se deve, geralmente, a lesões provocadas pela inadequação das dimensões da bicicleta ao corpo do ciclista. Pessoas que praticam corrida e esportes de alto impacto, geralmente, podem apresentar problemas nos joelhos. Para evitar as lesões, é importante praticar o alongamento e fortalecer as estruturas dos joelhos por meio da musculação.

    Por dentro dos traumas
    O joelho é a maior e mais complexa articulação do organismo e depende de um conjunto de ligamentos, músculos e tendões para funcionar apropriadamente. Há dois ligamentos localizados na região central do joelho: o ligamento cruzado anterior (LCA) e o ligamento cruzado posterior (LCP). O LCA conecta a tíbia ao fêmur e tem como função principal impedir o movimento de deslizamento da tíbia para frente.

    Vale lembrar que as lesões podem acometer diversas estruturas dos joelhos como os meniscos (discos que absorvem os impactos), os ligamentos (dão estabilidade ao joelho), a patela, os tendões e a cartilagem, que envolve a articulação.

    Há algumas classificações para os traumas, que podem ser diretos – quando atingem a articulação – e indiretos – quando provocam torções. Entretanto, essas lesões podem ser isoladas ou combinadas.

    A lesão do LCA é a ruptura do ligamento, que mesmo de pequeno tamanho, pode provocar sintomas como dor, inchaço, limitações de movimento e sensação de falseio e insegurança no joelho. Outro trauma comum é lesão do menisco medial (LMM), que acontece em 30% dos casos isoladamente e em 70% combinada com a LCA. Porém, as mais graves são as lesões combinadas: LCA e LCP (lesão cruzado posterior), que afetam o ligamento posterior e o anterior.

    Diagnóstico

    O médico irá fazer um exame clínico e complementar o diagnóstico com exames de imagem, como a ressonância magnética nuclear. Em alguns casos, é necessária a realização de uma artroscopia para fechar o quadro. Esse procedimento, cirúrgico, porém minimamente invasivo, é muito eficaz no tratamento de lesões nos meniscos e na cartilagem, com a vantagem de possibilitar uma recuperação mais rápida.

    A boa notícia é que com o avanço da tecnologia de diagnóstico e de tratamento, as lesões nos joelhos podem ser detectadas e tratadas, precocemente, com alto índice de cura, em cerca de 90% dos casos.  Os procedimentos cirúrgicos tornaram-se menos invasivos e o uso da ressonância magnética permite um diagnóstico mais preciso.

    A artroscopia, por exemplo, é uma videocirurgia, minimamente invasiva, que permite ao médico visualizar precisamente as lesões nos tendões e articulações, tratá-las e prevenir a evolução das mesmas. Todo esse avanço tecnológico elevou a taxa de cura, que hoje gira em torno de 90% dos casos.

    Contudo, vale ressaltar a importância da fisioterapia no processo de recuperação das lesões de joelho, que dependem de intervenção cirúrgica. A fisioterapia é tão fundamental quanto à cirurgia, e é indispensável para o sucesso do tratamento.

    Como sempre, é um grande prazer destacar aqui as novidades e informações para você cuidar bem dos seus joelhos! E lembre-se: movimente-se com saúde!

     

    Proteja seus Joelhos


    Exercícios físicos, para serem benéficos à saúde, necessitam de alguns cuidados ao serem executados, uma vez que, ao se exigir demais do corpo, é comum um efeito contrário do esperado: em vez de eliminação do estresse, fortalecimento físico e ganho em qualidade de vida, tem-se fadiga, desgaste precoce e maior incidência de lesões, principalmente articulares, sendo os joelhos um dos mais atingidos.
    Maior articulação do corpo, os joelhos possuem poucos raios de movimento e são responsáveis por suportar grande parte do peso físico.

    Quando exigidos em excesso – principalmente em atividades esportivas ou exercícios praticados de forma inadequada – tendem a apresentar lesões em diversos níveis de gravidade. Movimentação excessiva, baixo condicionamento muscular, ausência de alongamento, má postura, sobrecarga, dentre outros, podem ser responsáveis por problemas nesta articulação, acometendo tanto atletas – profissionais ou amadores –, quanto pessoas comuns que apenas desejem usufruir dos benefícios que a prática pode-lhes proporcionar.
    São dois os tipos principais de lesões: por trauma ou por excesso de carga.


    A primeira tem consequências imediatas e ocorre em função da rotação inadequada da articulação, ou seja, movimentos rápidos, repentinos ou mal executados. Um exemplo desse tipo de trauma é a lesão dos meniscos, estrutura cartilaginosa presente na articulação dos joelhos.

    A segunda é proveniente do excesso de peso que se imponha à articulação, sobrecarregando-a e levando-a a um desgaste cujas consequências são, normalmente, sentidas com o passar do tempo. A tendinite (inflamação dos tendões – estrutura fibrosa que une os músculos aos ossos) é um exemplo comum deste tipo de lesão.

    A lista de atividades físicas e esportivas que podem prejudicar os joelhos é imensa: musculação, spinning, patinação, futebol, ciclismo, tênis, basquete, corrida, etc., sendo a falta de alongamento, má orientação, utilização inadequada de acessórios, baixo preparo físico e pressa na obtenção de resultados alguns fatores desencadeadores das lesões. Por exemplo, o ciclismo e o spinning (ciclismo simulado em academia) sobrecarregam os joelhos pela má postura do praticante e pela sobrecarga e excesso de rotações impostas à articulação; a corrida necessita de calçados adequados; tênis, basquete e futebol trabalham com mudanças de direção rápidas e repentinas que podem gerar lesões graves aos joelhos. Além disso, alongamento antes e depois da atividade, condicionamento físico e treinamento progressivo são essenciais para todas as atividades físicas e esportivas.


    Prevenção
    Quando se trata de lesões nos joelhos o melhor mesmo é preveni-las. A busca pela orientação de um profissional especializado – de preferência que possa acompanhá-lo em sua evolução – é essencial para este fim. Além disso, optar por um tipo de atividade mais adequada ao seu biótipo e faixa etária, utilizar acessórios corretos, aquecer-se antes da prática, alongar-se, fortalecer a musculatura e evoluir de forma gradual e segura na atividade escolhida, são excelentes dicas para evitar problemas nesta importante articulação.

    Tratamento
    Os tratamentos variam de acordo com o tipo de lesão. Imobilização, punções, medicamentos, compressas frias, fisioterapia e cirurgia podem ser indicados. Na presença de incômodos, dores ou lesões articulares um médico deverá ser consultado, sendo o ortopedista a especialidade mais apropriada nestes casos.

     

    Como estão os seus joelhos?



    Talvez um dos acontecimentos mais revolucionários na evolução humana foi o fato de andarmos em duas pernas, o que nos diferencia de nossos antepassados primitivos. Por trás desta revolução estão os joelhos, a principal articulação do corpo humano, que é responsável por suportar todo o peso do corpo e o impacto das atividades cotidianas do homem moderno. Cada passo gera um impacto equivalente a duas vezes o peso do corpo sobre o joelho, quando caminhamos. Durante uma corrida, a sobrecarga é igual a multiplicar por seis o peso total de uma pessoa.

    O joelho tem a importante função de conectar a parte superior e a inferior das pernas, auxiliando na locomoção e estabilização do corpo. Não é uma tarefa fácil, já que é no joelho que várias estruturas se combinam. Ossos, músculos, cartilagem, ligamentos e tendões, trabalhando sem parar para suportar o peso e as atividades do corpo. Apesar da importância do joelho para o organismo humano, poucas pessoas dão a atenção necessária para mantê-los saudáveis e prevenir diversas doenças, que comprometem a saúde como um todo, incluindo a saúde mental.

    Dos joelhos à cabeça
    Um dos fatores de risco para desenvolver problemas nos joelhos é a obesidade. Não é necessário estar muito acima do peso para que a articulação precise trabalhar mais que o normal. Outro fator de risco é o envelhecimento, uma vez que com o passar dos anos a massa óssea começa a diminuir, assim como o líquido sinovial, que lubrifica as articulações. Ligamentos e tendões ficam menos elásticos e mais suscetíveis a rompimentos. A cartilagem também se desgasta e o corpo não a repõe. Este processo muitas vezes gera a osteartrite, principal queixa nos consultórios médicos, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia.

    Desgastes graves praticamente impossibilitam o indivíduo de andar até o supermercado da esquina, subir alguns degraus ou agachar para calçar os sapatos. Alguém nessa situação obviamente perde parte de sua autonomia, o que contribui para o surgimento de transtornos psiquiátricos diversos. Doenças como a depressão não preocupam meramente por comprometerem o bem-estar. Elas também abatem as defesas do organismo e, aí, patrocinam uma série de males que levam a riscos de vida. Não à toa, determinados distúrbios mentais são associados a taxas elevadas de mortalidade.



    Prevenir ainda é o melhor remédio
    Para se proteger da osteoartrite e das demais doenças que acometem os joelhos, a palavra-chave é a prevenção. Vale ressaltar um ponto essencial: tropeções menos sérios, por assim dizer, a exemplo de lesões pequenas no menisco ou nos ligamentos cruzados, muitas vezes antecipam o processo degenerativo da junta. Eles podem provocar alterações imperceptíveis ou instabilidade nos movimentos, dois fatores com potencial para acelerar o desgaste. Além disso, esportistas em geral têm mais probabilidade de lesionar o joelho e precisar de cirurgias. Portanto, ao notar qualquer desconforto nos joelhos um médico deve ser consultado. Quando falamos em joelho, o diagnóstico precoce de qualquer problema, por menor que seja, é sinônimo de tratamento menos traumático e mais eficaz.

    Alguns bons cuidados
    Manter o peso, na juventude e na idade adulta, é crucial para evitar problemas futuros. A atividade física regular também é um fator de proteção da junta, pois estimula a formação óssea. A musculação, devidamente orientada por um profissional, contribui para o fortalecimento dos músculos dos membros inferiores, amortecendo a sobrecarga imposta na articulação, diminuindo o risco de contusões. A flexibilidade também é vital, por isso alongamentos são altamente recomendados, independente da prática de esportes.

    Ao iniciar uma atividade física, por mínima que seja, é essencial uma avaliação médica. Inclua também uma avaliação musculoesquelética para saber como está a saúde dos joelhos e outras articulações importantes. O tornozelo e o quadril são peças fundamentais para os membros inferiores se moverem. Assim, eles também merecem atenção, porque influenciam demais na qualidade de vida. Até ombros, cotovelos e pulsos demandam zelo nesse sentido, porque interferem na mobilidade dos braços e, consequentemente, em atividades cotidianas se estão lesionados.

    Outro cuidado importante é o calçado. Os melhores são os que possuem solado macio, capaz de absorver parte do impacto e saltos pequenos. Os calçados muito baixos ou muito altos podem comprometer a estabilidade da articulação. Para as atividades físicas é preciso contar com um tênis especial, capaz de atender às exigências específicas de cada esporte.


    Perigos mal articulados
    Atitudes supostamente inofensivas danificam os joelhos

    Correr na valeta
    Por ser inclinada, ela deixa a pisada completamente torta. Isso, por sua vez, traz repercussões dolorosas no aparelho locomotor.

    Descer ladeiras

    As brecadas constantes, quase inconscientes, agridem aos poucos a articulação. Ao atravessar trechos íngremes, maneire no ritmo.

    Ficar tempo demais na cadeira
    A flexão contínua sobrecarrega a patela, o pequeno osso que fica na frente dessa junta. Outra razão para se levantar a cada hora no escritório.

    Sentar-se sobre os pés
    Além de o peso do corpo ficar mal distribuído, pernas totalmente dobradas forçam bastante a articulação.

    Não tomar banhos de sol
    Os raios solares são vitais para a produção de vitamina D, nutriente que transporta cálcio até os joelhos, deixando-os firmes.

    Mulheres: Atenção com os joelhos!


    O salto alto deixou de ser o símbolo feminino. A mulher, nos últimos anos, começou a calçar também chuteiras e partiu para o ataque, em esportes, antes considerados masculinos. Mas, entre a correria do dia-a-dia, o trabalho, a família, o esporte e o salto alto, estão os joelhos, que além de suportar o peso do corpo e as atividades cotidianas, tendem a ser mais problemáticos nas mulheres. E que nos perdoem as feministas: graças a tais peculiaridades, sob esse ponto de vista as mulheres continuam a ser o sexo frágil.


    Os joelhos femininos são mais propensos a apresentarem problemas por vários motivos. Em geral, costumam ser do tipo valgo, isto é, ligeiramente virados para dentro. Essa postura aumenta as chances de lesões como a condromalácia patelar, um desgaste da cartilagem entre o fêmur, o osso da coxa e a patela, antes conhecida como rótula. O problema é mais frequente nas mulheres porque o joelho valgo força essa cartilagem. O deslocamento da patela também persegue o sexo feminino - afeta sete mulheres para cada homem. Tido como um mal genético, ele faz com que esse ossinho, em forma de pirâmide, tenha maior probabilidade de sofrer uma luxação.

    Não podemos nos esquecer, ainda, dos hormônios. As mulheres têm mais um motivo para reclamar da famosa TPM. Nesse período, em que o corpo retém água, o joelho, claro, não é exceção. Cheio de líquido fica à mercê das contusões. E nem na menopausa o joelho está protegido. Ao contrário, neste período surge outro fator de risco: a osteoporose, que aumenta a chance de uma fratura. Por fim, a osteartrite, principal queixa na reumatologia, parece atingir mais mulheres que homens, depois dos 60 anos.

    Além da genética
    Além dos fatores genéticos, os joelhos femininos também estão sujeitos às mudanças de comportamento das mulheres nas últimas décadas. Hoje, elas se dedicam a modalidades esportivas de alto impacto como o futebol, corridas, boxe, entre outros. Uma das estruturas que mais sofre neste tipo de esporte é o ligamento cruzado anterior, que serve de elo entre a tíbia e o fêmur. Há oito anos, 3% dos casos de problemas nesse ligamento diziam respeito às mulheres. Hoje elas já representam 10% dos pacientes. Muitas vezes, este tipo de lesão precisa de cirurgia e de um lento processo de recuperação.



    Há também um número assustador de mulheres que estão acima do peso e são sedentárias, fatores de risco importantes para desenvolver problemas nos joelhos. Por último, o salto alto, símbolo do poder feminino, contribui para muitos problemas nos joelhos, coluna e outras estruturas importantes do corpo humano.

    O salto alto, especialmente quando tem mais de três centímetros, empurra a gravidade do corpo para frente. Esta inclinação obrigada o peso do corpo a ficar concentrado nos joelhos, sobrecarregando a já árdua função da junta.

    Mudança de hábitos
    Para a mulher que é sedentária e está acima do peso, o primeiro passo é consultar um médico e realizar uma dieta para eliminar os quilinhos extras. O profissional ainda deve prescrever um programa de exercícios físicos, adequados para cada paciente. A perda de peso e o exercício físico irão contribuir não apenas para a saúde dos joelhos, como para a saúde em geral.
    Já a mulher esportista precisa preparar o joelho antes de cair de cabeça em qualquer modalidade. A musculação, sempre orientada por um profissional, ajuda a fortalecer os músculos dos membros inferiores. Além disso, tem efeito benéfico para quem tem condromalácia patelar. Sessões de alongamento são altamente recomendadas, para quem faz ou não algum esporte.
    Um aquecimento que simule os movimentos do esporte também é benéfico, deixando a articulação a postos. E, claro, os calçados podem fazer toda a diferença. Eles precisam de um bom sistema de amortecimento para absorver o impacto, minimizando o trabalho dos joelhos. O ideal é escolher um modelo específico para o esporte que será praticado. Isso evita pisadas erradas. Para as mulheres que não vivem sem o salto alto, a escolha mais inteligente é um salto quadrado ou um salto que dê mais estabilidade na pisada, de três centímetros, no máximo. O tempo de uso também influencia, recomenda-se não exceder seis horas, por semana.


    Apesar de todos os cuidados, algumas lesões irão precisar de cirurgia e outros tratamentos. Atualmente a medicina está bem avançada em relação às cirurgias do joelho, que são bem menos invasivas. O mais importante é cuidar bem dos seus joelhos e procurar um médico, ao menor sinal de que algo está errado.

     

    JOELHOS: Perigos mal articulados

    Atitudes supostamente inofensivas danificam os joelhos. CONFIRA!


    Clínica do Joelho.
    Correr na valeta
    Por ser inclinada, ela deixa a pisada completamente torta. Isso, por sua vez, traz repercussões dolorosas no aparelho locomotor.

    Descer ladeiras
    As brecadas constantes, quase inconscientes, agridem aos poucos a articulação. Ao atravessar trechos íngremes, maneire no ritmo.



    Ficar tempo demais na cadeira

    A flexão contínua sobrecarrega a patela, o pequeno osso que fica na frente dessa junta. Outra razão para se levantar a cada hora no escritório.

    Clínica do Joelho

     

    Sentar-se sobre os pés
    Além de o peso do corpo ficar mal distribuído, pernas totalmente dobradas forçam bastante a articulação.

    Não tomar sol

    Os raios solares são vitais para a produção de vitamina D, nutriente que transporta cálcio até os joelhos, deixando-os firmes.

     

     

     

     

    SAIBA MAIS SOBRE OS JOELHOS

    Tíbia, patela e fêmur

    Os três ossos estão sujeitos a fraturas, tanto por estresse - leia-se, esforço repetitivo - como por trauma. A condromalácia, um amolecimento ou rachadura na cartilagem entre o fêmur e a patela, também é recorrente, especialmente entre as mulheres.
    COMO CUIDAR: as fraturas traumáticas não têm muito jeito, mas aquelas por estresse podem ser evitadas com uma boa orientação e um tênis adequado. Já quanto à condromalácia, um alongamento apropriado diminui o perigo. Um trabalho de fortalecimento muscular que evite movimentos de flexão e extensão, e o consequente contato da patela com o fêmur, também é reconhecido.

    Tendão patelar

    Bastante fibroso, ele é o responsável pelo movimento de extensão do joelho. Seu pesadelo são as tendinites, causadas pela repetição de movimentos inadequados e pelo excesso de carga.
    COMO CUIDAR: comece qualquer exercício pegando leve, aumentando devagar a intensidade. Sempre use calçados que não atrapalhem a pisada. Alongamentos que desenvolvam a mobilidade articular também são aliados do tendão.

    Ligamento cruzado anterior

    "Ele mantém a estabilidade lateral do joelho", define Júlio Serrão. "Enquanto o fêmur e a tíbia se articulam, esse ligamento garante que um osso não se distancie muito do outro." Isso é verdade, desde que não ocorra um movimento muito brusco. Nesse caso, o ligamento pode se romper.
    COMO CUIDAR: quem nunca teve problemas nos joelhos precisa, basicamente, manter-se em forma.
    Ou seja, além de uma musculatura forte nas pernas que suporte a prática esportiva, é necessário evitar a obesidade.

    Menisco

    Responsável pela estabilidade, essa cartilagem também absorve e distribui o peso imposto ao joelho. Localizada entre a tíbia e o fêmur, ela é afetada, principalmente, por movimentos torcionais - quando o pé se fixa no chão e o corpo gira -, podendo ser rompida.
    COMO CUIDAR: é difícil se precaver de uma contusão no menisco. O fortalecimento muscular é visto como uma maneira de driblar as lesões, porém, está longe de assegurar que não se tenha problemas. E atenção: todo esporte de impacto pode machucar o menisco.

     

    JOELHOS: Alguns bons cuidados

    Manter o peso, na juventude e na idade adulta, é crucial para evitar problemas futuros. A atividade física regular também é um fator de proteção da junta, pois estimula a formação óssea. A musculação, devidamente orientada por um profissional, contribui para o fortalecimento dos músculos dos membros inferiores, amortecendo a sobrecarga imposta na articulação, diminuindo o risco de contusões. A flexibilidade também é vital, por isso alongamentos são altamente recomendados, independente da prática de esportes.

     

    Ao iniciar uma atividade física, por mínima que seja, é essencial uma avaliação médica. Inclua também uma avaliação musculoesquelética para saber como está a saúde dos joelhos e outras articulações importantes.
    O tornozelo e o quadril são peças fundamentais para os membros inferiores se moverem.

     

    Assim, eles também merecem atenção, porque influenciam demais na qualidade de vida. Até ombros, cotovelos e pulsos demandam zelo nesse sentido, porque interferem na mobilidade dos braços e, consequentemente, em atividades cotidianas se estão lesionados.


    Outro cuidado importante é o calçado. Os melhores são os que possuem solado macio, capaz de absorver parte do impacto e saltos pequenos. Os calçados muito baixos ou muito altos podem comprometer a estabilidade da articulação. Para as atividades físicas é preciso contar com um tênis especial, capaz de atender às exigências específicas de cada esporte.

     

    Como estão os seus joelhos?

    Talvez um dos acontecimentos mais revolucionários na evolução humana foi o fato de andarmos em duas pernas, o que nos diferencia de nossos antepassados primitivos. Por trás desta revolução estão os joelhos, a principal articulação do corpo humano, que é responsável por suportar todo o peso do corpo e o impacto das atividades cotidianas do homem moderno. Cada passo gera um impacto equivalente a duas vezes o peso do corpo sobre o joelho, quando caminhamos. Durante uma corrida, a sobrecarga é igual a multiplicar por seis o peso total de uma pessoa.


    O joelho tem a importante função de conectar a parte superior e a inferior das pernas, auxiliando na locomoção e estabilização do corpo. Não é uma tarefa fácil, já que é no joelho que várias estruturas se combinam. Ossos, músculos, cartilagem, ligamentos e tendões, trabalhando sem parar para suportar o peso e as atividades do corpo. Apesar da importância do joelho para o organismo humano, poucas pessoas dão a atenção necessária para mantê-los saudáveis e prevenir diversas doenças, que comprometem a saúde como um todo, incluindo a saúde mental.

    Dos joelhos à cabeça
    Um dos fatores de risco para desenvolver problemas nos joelhos é a obesidade. Não é necessário estar muito acima do peso para que a articulação precise trabalhar mais que o normal. Outro fator de risco é o envelhecimento, uma vez que com o passar dos anos a massa óssea começa a diminuir, assim como o líquido sinovial, que lubrifica as articulações. Ligamentos e tendões ficam menos elásticos e mais suscetíveis a rompimentos. A cartilagem também se desgasta e o corpo não a repõe. Este processo muitas vezes gera a osteartrite, principal queixa nos consultórios médicos, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia.


    Desgastes graves praticamente impossibilitam o indivíduo de andar até o supermercado da esquina, subir alguns degraus ou agachar para calçar os sapatos. Alguém nessa situação obviamente perde parte de sua autonomia, o que contribui para o surgimento de transtornos psiquiátricos diversos. Doenças como a depressão não preocupam meramente por comprometerem o bem-estar. Elas também abatem as defesas do organismo e, aí, patrocinam uma série de males que levam a riscos de vida. Não à toa, determinados distúrbios mentais são associados a taxas elevadas de mortalidade.



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